A Secretaria da Seguran ça Pública (SSP) divul gou ontem que a taxa de homicídios ocorridos em Sergipe ficou praticamente estável no 1º semestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho deste ano, foram anotados 551 homicídios dolosos, contra 545 da primeira parte de 2017. A diferença equivale a um aumento de 1%. Os dados fazem parte de um levantamento da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceacrim), que produz as estatísticas das ocorrências registradas pelas polícias Civil e Militar.
Apenas no mês passado, aconteceram 75 homicídios dolosos, considerado o menor número desde maio de 2016, quando foram registrados 74. Já no mesmo período em 2017, foram 88 casos, apresentando uma redução de 14,8%. Deste total, foram registrados 25 homicídios em Aracaju, 12 na região metropolitana (sendo quatro em São Cristóvão, seis em Nossa Senhora do Socorro e dois na Barra dos Coqueiros), 37 no interior e um não identificado.
A estatística contemplou ainda os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que incluem, além dos homicídios, os confrontos com a polícia, os latrocínios e as lesões corporais seguidas de morte. No caso dos latrocínios, houve uma redução de 40% nos casos, com 30 mortes do tipo registradas de janeiro a junho de 2017 e 18 no mesmo período deste ano. A mesma queda aconteceu nas lesões corporais seguidas de mortes, que foram de cinco para três ocorrências.
Para o coronel Fábio Rollemberg, comandante do Comando do Policiamento Militar no Interior (CPMI), o trabalho junto às estatísticas tem orientado o policiamento para os lugares e horários com maior incidência desses crimes. "Nós temos trabalhado bastante com as estatísticas e através delas priorizado o policiamento nos locais e nos horários que existe um maior índice de ocorrência deste tipo. Temos focado o policiamento nessas áreas visando uma maior redução", afirmou.
Segundo a delegada Viviane Pessoa, coordenadora das Delegacias da Capital, estes números representam o resultado de um reforço nas unidades policiais durante os festejos juninos e principalmente o aumento de vidas salvas. "Reforçamos as plantonistas, colocamos uma base no Forró Caju e nesses locais nós não tivemos aumento, tivemos um número controlado. Esse reforço foi que resultou nesta redução que impactou nos números de homicídios. Nós reduzimos 14% em relação ao ano passado e isso resulta em vidas salvas", concluiu.


