Famílias da comunidade quilombola de Brejão do Negros no município de Brejo Grande estão entre as 5.393 atendidas pelo Projeto Dom Távora em Sergipe. Este projeto já apoiou 133 empreendimentos comunitários produtivos em 15 municípios sergipanos com o objetivo de reduzir a pobreza rural. Os recursos são originados de empréstimo internacional feitos pelo Governo do Estado de Sergipe junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Nos municípios do Baixo São Francisco o projeto tem apoiado a produção de arroz, a carcinicultura, e o turismo de base comunitária que são as principais atividades econômicas da região.
O presidente da Associação Comunitária de Remanescentes Quilombolas de Brejão dos Negros, Magno de Oliveira Barros, disse que os investimentos estão trazendo novas possibilidades de geração de renda para a comunidade. "Como a produção de arroz aqui na região ficou prejudicada pela salinização do Rio São Francisco, a produção de camarão em tanques apoiada pelo Dom Távora surgiu como a melhor oportunidade de trabalho e sustento das famílias. Estamos implantando 10 viveiros, cada um com um grupo de cinco famílias", disse Magno.
Na última missão de supervisão ao projeto realizada pelo Fida no início deste mês, este órgão de cooperação internacional avaliou que em termos de utilização de recursos financeiros o nível é muito bom. "Faltando 15 meses para o encerramento do projeto o valor total financiado é de R$ 41 milhões. Conseguiu evoluir de 22% em 2017 para 73% em junho de 2018, com a expectativa de atingir 100% de desembolso até agosto deste ano".
Mulheres, jovens e povos quilombolas são os maiores beneficiários do Dom Távora. "Pode-se constatar que o aumento da contratação dos Planos de Negócios corresponde à ampliação do público prioritário: mulheres, jovens e povos quilombolas. No universo das 5.394 famílias atendidas através dos projetos produtivos, 52% (2.804) são mulheres, superando a meta inicial de 40% prevista; 24% dos beneficiários são jovens e 545 famílias pertencem a comunidades quilombolas, das quais 62% são representadas por mulheres. Isto indica que os mecanismos de focalização direta, de autofocalização e critérios de elegibilidade dos beneficiários adotados têm se mostrado eficientes para atingir o público prioritário do Projeto", diz a análise do FIDA.

