Moradores acusam policial por morte de rapaz em cavalgada

 

Gabriel Damásio
Uma briga ocorrida du
rante uma cavalgada 
na cidade de Brejo Grande (Baixo São Francisco) resultou em uma morte e vários tumultos, que estouraram na noite de domingo e se estenderam até a tarde de ontem. Os moradores do povoado Brejão protestaram contra a atuação da Polícia Militar durante o evento e acusam um soldado da corporação de ser o responsável pela morte de José Wellian de Oliveira Pereira, 23 anos, que morava na comunidade. O incidente aconteceu por volta das 22h de domingo e tem algumas versões desencontradas.
A PM informou, por meio da assessoria, que tudo começou quando um rapaz foi detido como suspeito de promover arruaças pelas ruas do município. No momento em que ele era revistado, um grupo de pessoas teriam cercado a guarnição e pressionado para que o jovem fosse solto. Houve discussão e, em meio à gritaria, Wellian teria acertado uma cotovelada no policial e tentado tomar sua pistola. Durante a luta corporal que seguiu, a arma disparou e acertou gravemente o rapaz. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do Hospital Regional de Propriá. 
A morte do jovem causou revolta nos populares, que contestam a versão e disse que o soldado atirou intencionalmente na vítima, depois que um tenente foi atingido com uma pedrada. Enquanto Wellian era socorrido, alguns moradores começaram a jogar pedras na Delegacia de Polícia de Brejo Grande, além de acusar e ofender os policiais. O clima ficou muito tenso e, conforme imagens que circularam nas redes sociais, um policial disparou mais três tiros para o alto, na tentativa de dispersar o cerco. O episódio foi registrado em um boletim de ocorrência na Delegacias 
O tumulto cessou no começo da madrugada, mas os protestos foram retomados pela manhã, quando os moradores interditaram a entrada da cidade de Brejo e colocaram fogo em pneus, móveis velhos, galhos, roupas e outros objetos. No protesto, eles cobravam punição para o policial responsável e reafirmaram que Wellian não era envolvido em crimes ou confusões. O destacamento da PM na cidade recebeu reforço de equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati). Houve novos desentendimentos entre militares e manifestantes, mas nenhum outro incidente foi confirmado. 
Em nota, o Comando da Polícia Militar informou que "está tomando todas as medidas legais cabíveis para o devido esclarecimento de tudo e que após tomar ciência do ocorrido, imediatamente determinou a apuração, afastando os policiais envolvidos, a fim de elucidar o caso o mais rápido possível". Além do inquérito policial instaurado na delegacia local, um procedimento deve ser aberto pela Corregedoria da entidade. "A Polícia Militar lamenta o desfecho da ocorrência e se manifestará oficialmente ao final das investigações, buscando manter o nosso compromisso de bem servir a Sociedade Sergipana com ética e transparência nas suas ações", conclui a nota. 

Uma briga ocorrida du rante uma cavalgada  na cidade de Brejo Grande (Baixo São Francisco) resultou em uma morte e vários tumultos, que estouraram na noite de domingo e se estenderam até a tarde de ontem. Os moradores do povoado Brejão protestaram contra a atuação da Polícia Militar durante o evento e acusam um soldado da corporação de ser o responsável pela morte de José Wellian de Oliveira Pereira, 23 anos, que morava na comunidade. O incidente aconteceu por volta das 22h de domingo e tem algumas versões desencontradas.
A PM informou, por meio da assessoria, que tudo começou quando um rapaz foi detido como suspeito de promover arruaças pelas ruas do município. No momento em que ele era revistado, um grupo de pessoas teriam cercado a guarnição e pressionado para que o jovem fosse solto. Houve discussão e, em meio à gritaria, Wellian teria acertado uma cotovelada no policial e tentado tomar sua pistola. Durante a luta corporal que seguiu, a arma disparou e acertou gravemente o rapaz. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do Hospital Regional de Propriá. 
A morte do jovem causou revolta nos populares, que contestam a versão e disse que o soldado atirou intencionalmente na vítima, depois que um tenente foi atingido com uma pedrada. Enquanto Wellian era socorrido, alguns moradores começaram a jogar pedras na Delegacia de Polícia de Brejo Grande, além de acusar e ofender os policiais. O clima ficou muito tenso e, conforme imagens que circularam nas redes sociais, um policial disparou mais três tiros para o alto, na tentativa de dispersar o cerco. O episódio foi registrado em um boletim de ocorrência na Delegacias 
O tumulto cessou no começo da madrugada, mas os protestos foram retomados pela manhã, quando os moradores interditaram a entrada da cidade de Brejo e colocaram fogo em pneus, móveis velhos, galhos, roupas e outros objetos. No protesto, eles cobravam punição para o policial responsável e reafirmaram que Wellian não era envolvido em crimes ou confusões. O destacamento da PM na cidade recebeu reforço de equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati). Houve novos desentendimentos entre militares e manifestantes, mas nenhum outro incidente foi confirmado. 
Em nota, o Comando da Polícia Militar informou que "está tomando todas as medidas legais cabíveis para o devido esclarecimento de tudo e que após tomar ciência do ocorrido, imediatamente determinou a apuração, afastando os policiais envolvidos, a fim de elucidar o caso o mais rápido possível". Além do inquérito policial instaurado na delegacia local, um procedimento deve ser aberto pela Corregedoria da entidade. "A Polícia Militar lamenta o desfecho da ocorrência e se manifestará oficialmente ao final das investigações, buscando manter o nosso compromisso de bem servir a Sociedade Sergipana com ética e transparência nas suas ações", conclui a nota. 

 

Compartilhe esta notícia