Água e vinho

 

Um julgamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado ja
mais provocou tanta apreensão entre os sergipanos. A mera 
possibilidade de Flávio Conceição voltar a vestir a toga, tomando o lugar do conselheiro Clóvis Barbosa, tem o potencial de definir os rumos e influir na reputação de toda a Corte. O imbróglio, fartamente noticiado, é conhecido por todos. O passado e a atuação de um e outro, também.
Clóvis Barbosa é conselheiro de pulso firme, intransigente na defesa do interesse público. Tomou posse na corte de Contas há dez anos, em maio de 2009. Presidiu o Tribunal no biênio 2016/2017. Sobre a sua conduta, antes e depois de ser nomeado membro do TCE, não pesa a mácula de nenhuma acusação, nenhuma suspeita.
O caso de Flávio Conceição é outro, muito diferente. Água e vinho. Homem da inteira confiança do governador João Alves filho, ele foi nomeado secretário da Casa Civil e, no final do seu governo, conselheiro do TCE. Era também ligado ao empresário Zuleido Veras, envolvendo-se nos negócios da empreiteira Gautama; atuou intensamente no ano eleitoral de 2006, para liberação de vultosos pagamentos para a empresa tendo, em contrapartida, solicitado e recebido, por diversas vezes, vantagens indevidas, para si e para os demais agentes públicos envolvidos; em 2007, quando já investido no cargo de conselheiro, continuou representando os interesses da Gautama, intermediando pagamentos da obra da adutora do São Francisco, intercedendo junto ao novo governo para a liberação das verbas, mediante o recebimento regular de propinas. Tal currículo não foi levantado por este Jornal do Dia. Mas pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.
Aposentado compulsoriamente, após condenação na Operação Navalha, da Polícia Federal, Flávio Conceição se ressente do poder de mandar e desmandar, que lhe escapou pelas mãos. A presunção de trocar o pijama pela toga do TCE pode ser o seu último gesto de escárnio no tablado político de Sergipe.

Um julgamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado ja mais provocou tanta apreensão entre os sergipanos. A mera  possibilidade de Flávio Conceição voltar a vestir a toga, tomando o lugar do conselheiro Clóvis Barbosa, tem o potencial de definir os rumos e influir na reputação de toda a Corte. O imbróglio, fartamente noticiado, é conhecido por todos. O passado e a atuação de um e outro, também.
Clóvis Barbosa é conselheiro de pulso firme, intransigente na defesa do interesse público. Tomou posse na corte de Contas há dez anos, em maio de 2009. Presidiu o Tribunal no biênio 2016/2017. Sobre a sua conduta, antes e depois de ser nomeado membro do TCE, não pesa a mácula de nenhuma acusação, nenhuma suspeita.
O caso de Flávio Conceição é outro, muito diferente. Água e vinho. Homem da inteira confiança do governador João Alves filho, ele foi nomeado secretário da Casa Civil e, no final do seu governo, conselheiro do TCE. Era também ligado ao empresário Zuleido Veras, envolvendo-se nos negócios da empreiteira Gautama; atuou intensamente no ano eleitoral de 2006, para liberação de vultosos pagamentos para a empresa tendo, em contrapartida, solicitado e recebido, por diversas vezes, vantagens indevidas, para si e para os demais agentes públicos envolvidos; em 2007, quando já investido no cargo de conselheiro, continuou representando os interesses da Gautama, intermediando pagamentos da obra da adutora do São Francisco, intercedendo junto ao novo governo para a liberação das verbas, mediante o recebimento regular de propinas. Tal currículo não foi levantado por este Jornal do Dia. Mas pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.
Aposentado compulsoriamente, após condenação na Operação Navalha, da Polícia Federal, Flávio Conceição se ressente do poder de mandar e desmandar, que lhe escapou pelas mãos. A presunção de trocar o pijama pela toga do TCE pode ser o seu último gesto de escárnio no tablado político de Sergipe.

 

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