Gabriel Damásio
Cinco suspeitos foram identificados como envolvidos diretos no assassinato do vigilante Mário Sérgio Barboza Santos, encontrado morto em 4 de setembro, dentro de uma escola municipal em Capela (Vale do Cotinguiba). A informação foi confirmada ontem pela Polícia Civil, que divulgou a identidade de dois deles: os ex-presidiários Ivo Cláudio Santos de Jesus, 19 anos, que está foragido; e Emanuel Messias dos Santos França, o ‘Neu’, 20, que morreu em confronto com policiais da Delegacia de Capela, no final da tarde desta terça-feira.
De acordo com o delegado Wanderson Bastos, responsável pelo caso, os dois suspeitos eram integrantes de uma quadrilha de traficantes que já foi desbaratada na cidade, e foram identificados a partir de outro confronto armado travado por eles em 30 de agosto, com policiais militares que trabalham na nas cidades de Capela e Siriri. "Nós obtivemos um mandado de prisão para esses dois infratores, em face da tentativa de homicídio qualificado contra aos policiais, e quando fomos cumprir esse mandado contra o ‘Neu’, ele novamente atitou contra a equipe e tivemos que reagir", disse ele. Emanuel chegou a dar entrada no hospital de Capela, onde morreu. Ele estava armado com um revólver calibre 38, que foi apreendido.
O delegado disse ainda que tanto ‘Neu’ quanto Ivo e os outros três suspeitos, participaram da invasão à escola, que aconteceu durante a madrugada e chocou a população pela violência empregada contra a vítima. De acordo com Wanderson, o crime foi uma vingança do grupo de traficantes. "O entendimento dele é que vigilantes e demais pessoas da cidade estão colaborando com a polícia. Por isso, eles mataram o Mário Sérgio a facadas e deceparam-lhe a mão direita, significando que quem aponta o dedo para os criminosos deveria morrer. E estamos aguardando o laudo cadavérico para confirmar, mas evidências indicam que eles arrancaram a língua do vigilante. Eles queriam passar uma espécie de recado duro aos que colaboram com a polícia" explicou.
Os nomes dos outros três suspeitos foram mantidos em sigilo, mas Wanderson admitiu que dois deles também são ex-presidiários. A polícia confirmou ainda que o grupo foi o autor de um arrombamento acontecido na casa do vigilante, que foi invadida e furtada no dia seguinte ao crime e na mesma madrugada em que o corpo de Mário Sérgio era velado em outro local. "A investigação está em sua fase de conclusão, mas espero que esses criminosos tenham entendido a ação da polícia e percebido que atentar contra a vida de pessoas que colaboram com a polícia pode custar muito caro. O papel da polícia é prender. Se o infrator se entregar, ele vai ficar preso e responder nos termos da lei. Mas se ele empunhar a arma pro policial e não se entregar, vai pro cemitério, porque nenhum policial voltará morto pra casa", avisou Wanderson".


