O andarilho Alex da Silva Cardoso foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado, em julgamento realizado ontem no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho (zona oeste de Aracaju). Ele foi considerado culpado pelo assassinato da cabeleireira transexual Laysa Fortuna, morta a facadas na noite do dia 18 de outubro de 2018, depois de uma briga na esquina das ruas Estância e Itabaiana, centro da capital.
A sessão durou menos de três horas e meia. O réu, ao ser interrogado pelo juiz Alício de Oliveira Rocha Júnior, invocou o direito ao silêncio. No debate, as bancas de acusação e defesa usaram apenas parte do tempo disponível e dispensaram as réplicas. Por maioria, os jurados consideraram que houve uma qualificadora para o crime: o de motivo torpe. Com isso, a pena fixada foi a mínima prevista para os crimes de homicídio.
"A conduta do acusado se revelou normal à espécie delitiva, não sendo, portanto, merecedora de censurabilidade mais destacada. (…) A motivação não merece consideração nesta fase da dosimetria da pena, posto que foi apreciada a título de circunstância qualificadora atribuída ao tipo penal. As circunstâncias do delito, como também suas consequências, são aquelas normalmente decorrentes do tipo. O comportamento da vítima em nada contribuiu para a atuação do agente, não tendo o que ser valorado", afirma a sentença.


