Mais de 7 mil pescadores serão beneficiados em Sergipe

Os danos ambientais provocados pelo petróleo cru que atingem todos os estados nordestinos e mais os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, provocaram ao Governo Federal a necessidade de amparar mais de 65 mil pescadores e catadores de mariscos. Somente em Sergipe, a promessa apresentada na manhã de ontem pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), é que 7.282 profissionais da pesca recebam o auxílio emergencial equivalente a R$ 1.996,00, o qual deve ser pago em duas parcelas, cada uma no valor de R$ 998,00. Serão beneficiados moradores de nove municípios sergipanos, entre eles: Aracaju, Barra dos Coqueiros, Estância, Indiaroba, Itaporanga D´Ajuda, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Pirambu e Santo Amaro das Brotas.
A lista de beneficiados foi criada a partir da análise dos pescadores cadastrados junto ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), os quais residem ou praticam atividades funcionais em uma das cidades presentes na lista de municípios atingidos pelo óleo, conforme mapeamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Por se tratar de um auxílio emergencial e extra, a diretoria executiva do Mapa informou que a concessão desse benefício não interfere no repasse do seguro defeso, direcionado aos pescadores em conformidade com a legislação específica. Não foi informado quando essas prestações começam efetivamente a serem repassadas aos trabalhadores atingidos pelo crime ambiental.
Para o pescador Willian dos Santos, membro da Associação de Pescadores da região Norte de Sergipe, essa ação financeira do Governo Federal minimiza os prejuízos contabilizados pela classe trabalhadora, mas não é suficiente para arcar com todo o dano provocado. "Estamos falando de uma agressão incalculável ao meio ambiente, à vida marinha. Sabemos que esses pouco menos de dois mil reais vai nos ajudar em parte, mas jamais serão suficiente para regularizar a poluição causada pelo óleo. Os prejuízos, principalmente aqui no Nordeste, são gigantescos. O que se deve fazer é punir os irresponsáveis por essas manchas, mas também passar a investir mais em fiscalização para evitar que outros casos como esses sejam realizados. Deixar de investir em fiscalização é o mesmo que fechar os olhos para novos atentados à vida marinha e à vida dos pescadores", declarou. (Milton Alves Júnior)

Os danos ambientais provocados pelo petróleo cru que atingem todos os estados nordestinos e mais os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, provocaram ao Governo Federal a necessidade de amparar mais de 65 mil pescadores e catadores de mariscos. Somente em Sergipe, a promessa apresentada na manhã de ontem pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), é que 7.282 profissionais da pesca recebam o auxílio emergencial equivalente a R$ 1.996,00, o qual deve ser pago em duas parcelas, cada uma no valor de R$ 998,00.

Serão beneficiados moradores de nove municípios sergipanos, entre eles: Aracaju, Barra dos Coqueiros, Estância, Indiaroba, Itaporanga D´Ajuda, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Pirambu e Santo Amaro das Brotas.
A lista de beneficiados foi criada a partir da análise dos pescadores cadastrados junto ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), os quais residem ou praticam atividades funcionais em uma das cidades presentes na lista de municípios atingidos pelo óleo, conforme mapeamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Por se tratar de um auxílio emergencial e extra, a diretoria executiva do Mapa informou que a concessão desse benefício não interfere no repasse do seguro defeso, direcionado aos pescadores em conformidade com a legislação específica. Não foi informado quando essas prestações começam efetivamente a serem repassadas aos trabalhadores atingidos pelo crime ambiental.

Para o pescador Willian dos Santos, membro da Associação de Pescadores da região Norte de Sergipe, essa ação financeira do Governo Federal minimiza os prejuízos contabilizados pela classe trabalhadora, mas não é suficiente para arcar com todo o dano provocado. "Estamos falando de uma agressão incalculável ao meio ambiente, à vida marinha. Sabemos que esses pouco menos de dois mil reais vai nos ajudar em parte, mas jamais serão suficiente para regularizar a poluição causada pelo óleo. Os prejuízos, principalmente aqui no Nordeste, são gigantescos. O que se deve fazer é punir os irresponsáveis por essas manchas, mas também passar a investir mais em fiscalização para evitar que outros casos como esses sejam realizados. Deixar de investir em fiscalização é o mesmo que fechar os olhos para novos atentados à vida marinha e à vida dos pescadores", declarou. (Milton Alves Júnior)

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