Tribunal Faz de Contas

O Tribunal de Contas de Sergipe decidiu dar fim à aposen
tadoria compulsória de Flávio Conceição e o readmitir 
como membro, como se não pesasse sobre os seus ombros um passado mergulhado em sombras de dúvidas, as acusações mais cabeludas. Além de estender um tapete de boas vindas para personagem tão controverso da política local, os senhores conselheiros ainda botaram o advogado Clóvis Barbosa da porta pra fora, após dez anos de serviços prestados sem mácula de malfeito. 
Comenta-se a boca pequena e até em colunas de notícias, Clóvis recebe agora a paga pela sua postura intransigente em defesa do interesse público. Na condição de conselheiro, não se furtou a apontar o dedo para a própria Corte de Contas. Razão pela qual alguns dos ex-colegas não o engoliam, julgavam-lhe arrogante.
Pelas próprias motivações, cada conselheiro terá de responder à própria consciência e também à estarrecida opinião pública. Convém mencionar, entretanto, que a decisão não está resguardada de justificada desconfiança, nem mesmo sob um ponto de vista estritamente técnico. Durante o julgamento, o procurador Sérgio Monte Alegre fez questão de lembrar aos senhores conselheiros que a decisão poderia afetar a Lei da Magistratura. E o fez citando o texto negligenciado:
"No artigo 42 da Loman, a disponibilidade com vencimento proporcional ao tempo de serviço é uma penalidade e Clóvis Barbosa nunca cometeu nenhuma infração disciplinar", observou o procurador de contas. "Não há como colocar Clóvis Barbosa em disponibilidade remunerada", alertou.
E, no entanto, assim foi decidido. Um tribunal não conquista a fama de uma casa de faz de conta, alheia ao rigor indispensável à defesa e aplicação das leis, sem dar motivo para a língua grande do povo. Ontem, o Tribunal de Contas de Sergipe perdeu excelente oportunidade de passar a própria história a limpo.

O Tribunal de Contas de Sergipe decidiu dar fim à aposen tadoria compulsória de Flávio Conceição e o readmitir  como membro, como se não pesasse sobre os seus ombros um passado mergulhado em sombras de dúvidas, as acusações mais cabeludas. Além de estender um tapete de boas vindas para personagem tão controverso da política local, os senhores conselheiros ainda botaram o advogado Clóvis Barbosa da porta pra fora, após dez anos de serviços prestados sem mácula de malfeito. 

Comenta-se a boca pequena e até em colunas de notícias, Clóvis recebe agora a paga pela sua postura intransigente em defesa do interesse público. Na condição de conselheiro, não se furtou a apontar o dedo para a própria Corte de Contas. Razão pela qual alguns dos ex-colegas não o engoliam, julgavam-lhe arrogante.
Pelas próprias motivações, cada conselheiro terá de responder à própria consciência e também à estarrecida opinião pública. Convém mencionar, entretanto, que a decisão não está resguardada de justificada desconfiança, nem mesmo sob um ponto de vista estritamente técnico. Durante o julgamento, o procurador Sérgio Monte Alegre fez questão de lembrar aos senhores conselheiros que a decisão poderia afetar a Lei da Magistratura. E o fez citando o texto negligenciado:

"No artigo 42 da Loman, a disponibilidade com vencimento proporcional ao tempo de serviço é uma penalidade e Clóvis Barbosa nunca cometeu nenhuma infração disciplinar", observou o procurador de contas. "Não há como colocar Clóvis Barbosa em disponibilidade remunerada", alertou.
E, no entanto, assim foi decidido. Um tribunal não conquista a fama de uma casa de faz de conta, alheia ao rigor indispensável à defesa e aplicação das leis, sem dar motivo para a língua grande do povo. Ontem, o Tribunal de Contas de Sergipe perdeu excelente oportunidade de passar a própria história a limpo.

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