Gabriel Damásio
O Instituto Brasileiro de Ge- ografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem novos dados sobre o comportamento do emprego e do desemprego em Sergipe, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) anual, para 2018. Ela mostrou que houve queda no número de pessoas que estão ocupadas ou já foram ocupadas no mercado de trabalho sergipano. O total foi de 1.460.000 em 2018, contra 1.483.000 em 2017. Entre os que estavam ocupados no período do levantamento, o número caiu de 908 mil em 2016 para 873 mil em 2017 e para 854 mil em 2018.
Destas, mais de 35% não possuem instrução ou tem o ensino fundamental incompleto, somando 302 mil pessoas. Em 2012, este percentual era de 45,1%. Entre os que têm ensino fundamental completo e médio incompleto, registram-se 116 mil. Já o ensino médio completo e superior incompleto contempla 290 mil pessoas, representando mais de 33% da população ocupada. O grande destaque é para as pessoas com nível superior completo. Em 2018, registraram-se 146 mil pessoas, uma porcentagem de 17,1%.
Desse total, a maior parte está trabalhando no setor do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, mesmo com uma queda de 7,1% em relação a 2017. Apesar da redução, este grupamento de atividade continua mantendo 20,5% dos trabalhadores ocupados. A pesquisa apontou ainda crescimento na ocupação de pessoas com atividades dos setores de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, registrando a maior alta do período. Em relação ao ano passado, esse índice saiu de 8% em 2017 para 10,2% em 2018. Já o ramo que sofreu a maior redução no quantitativo de pessoas foi a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que saiu de 15,3% para 13,5% no mesmo período.
Ainda conforme o levantamento, caiu o número de pessoas ocupadas como empregadores ou conta própria com registro em Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Das 284 mil ocupados nessa situação, sendo 185 mil homens e 99 mil mulheres, apenas 38 mil possuem empreendimento registrado no CNPJ, o que representa cerca de 13,5% dos empregadores ou trabalhadores por conta própria. Em 2017, 40 mil possuíam registro. Com isto, mais de 85% não possuem registro. Desse total, 33 mil são empregadores e 250 mil atuam por conta própria. Do total dos que possuem CNPJ, mais de 55% são de empregadores e outros 7,8% trabalham por conta própria.
Em Aracaju, 65 mil pessoas estavam ocupadas por conta própria, em 2018, sendo que mais de 15% possuem registro no CNPJ. A participação feminina tem obtido destaque nos empreendimentos com CNPJ, cuja atuação é por conta própria, saindo de 8,7%, em 2012, para 23,5% em 2018. Na população masculina, verifica-se um pequeno aumento da participação, entre os anos de 2012 e 2018 (10,2% para 11,7%).
A PNAD Contínua 2018 apurou ainda que poucos trabalhadores estão filiados a sindicatos ou cooperativas, e que eles representam apenas 10% da população ocupada ou que já foi ocupada. Em 2017, o número de pessoas filiadas de 136 mil, contra 145 mil pessoas em 2018. Na série histórica, percebe-se que o número de homens filiados está em constante queda, enquanto o das mulheres apresentou redução em 2016 (variando de 88 para 76 mil) e no ano de 2017, quando chegou a 68 mil. Porém, em 2018, este número volta a se recuperar, chegando a 79 mil mulheres filiadas.
Sindicalizados – Em Sergipe, dos 854 mil ocupados com 14 anos ou mais de idade, 101 mil pessoas estavam filiadas a sindicatos no ano passado, com alta de 1,2% em relação a 2017, quando eram 94 mil filiados. Já os empregadores ou autônomos associados a cooperativas de trabalho tiveram mais de 1,4% de queda, indo de 17 mil pessoas em 2017 para 13 mil em 2018. Com isso, mais de 95% dos empregadores ou que atuam por conta própria, não estão vinculados a cooperativas.
Houve ainda no mesmo período uma queda de pessoas que trabalham em turnos da noite e da madrugada. Os ocupados que têm o trabalho principal no turno diurno são de 94,5%, sendo que em 2017 era de 87,6%. Já em relação ao trabalho noturno, registra-se um total de 5,5% em 2018. No mesmo período, 669 mil pessoas estavam ocupadas em setores que não pertencem ao setor público ou trabalho doméstico. Com isto, nota-se queda de 3% destas pessoas quando comparados ao ano anterior. E mais de 40% das pessoas ocupadas, excluindo-se os empregados no setor público e trabalhadores domésticos, trabalham em estabelecimento do próprio empreendimento, enquanto em fazendas, sítios, granjas e chácaras, são 16,1%. Isto representa uma queda em relação a 2017, quando a porcentagem era de 17,7%.

