Gabriel Damásio
Um cabo da Polícia Militar, de 40 anos, foi internado em um hospital na manhã de ontem, depois de passar 18 horas trancado dentro da própria casa, no conjunto Bugio (zona oeste da capital). Ele começou a fazer um tratamento e será acompanhado pelo setor psicossocial da corporação. Segundo a PM, o militar entrou em surto psicótico e, depois de se armar com um revólver, deu tiros para o alto e ameaçou cometer suicídio, exigindo a presença da esposa e dos amigos mais chegados. A casa acabou cercada por equipes da própria PM, do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além de um psicólogo e de negociadores do Grupo de Gerenciamento de Crises e Conflitos (GGCC) da PM.
De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Marcony Cabral, o cabo não apareceu para trabalhar na manhã de anteontem e telefonou para um superior de sua unidade, avisando que não estava bem psicologicamente. Horas mais tarde, vizinhos ligaram para o serviço 190, denunciando ter ouvido tiros na casa do militar. Equipes do 8º Batalhão chegaram primeiro ao local e constataram que o cabo estava sozinho e trancado na casa, mas tinha a arma na mão e aparentava estar descontrolado, encostando a arma na cabeça e ameaçando se matar a todo tempo. A partir daí, toda a estrutura de gerenciamento de crises foi acionada, com isolamento do local e a chegada do Centro de Operações Especiais (COE).
As negociações se estenderam durante a noite e a madrugada, com os policiais tentando convencer o colega a desistir do suicídio. Houve também uma intensa mobilização dos vizinhos, que abriram suas casas como ponto de apoio para os policiais envolvidos na ocorrência. Eles também prestaram apoio aos familiares do policial, fazendo grupos de oração e dando suporte emocional. No começo da manhã, por volta das 7h, o cabo entregou sua arma ao major Marco Carvalho, do GGCC, que comandou toda a negociação. Em seguida, sem ser visto pela multidão, foi colocado em uma ambulância dos Bombeiros, atendido por uma equipe médica e levado a um hospital.nosso, um irmão de farda que precisa ser resgatado", disse o comandante.

