A bomba do mínimo

 

Em passado recente, a política de valorização do salário 
mínimo produziu impacto positivo na economia, com
provado por todos os números. Mesmo assim, entrou na mira do ministro Paulo Guedes. Não é por acaso, portanto, que a matéria deve ser tema de debate na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Tudo indica, a tensão crescente entre o Palácio do Planalto e o Congresso pode render um inesperado efeito positivo para os trabalhadores brasileiros.
Para o presidente Jair Bolsonaro, qualquer aceno às camadas socialmente mais vulneráveis da população significa rasgar dinheiro, coisa de comunista. Segundo o governo de turno, cada centavo acrescentado ao mínimo, por exemplo, deve considerar exclusivamente o custo imediato da operação. 
Felizmente, há quem pense diferente. No Senado, um projeto de lei do senador Eduardo Braga (MDB-AM) fixa uma nova política para o mínimo. Pelo projeto, os reajustes para a preservação do poder aquisitivo do salário devem refletir a expectativa de inflação anual contida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, apurada pelo IBGE. Na Câmara dos Deputados, o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, apresentou emenda à MP 919 com uma proposta de valorização que altera a correção já em 2020.
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes só falam em economizar recursos, feito meninos de olhos grandes. O dogma liberal tem tanta influência sobre os dois, a ponto de o governo federal desprezar os números levantados pelo IBGE. Segundo o Instituto, 13,5 milhões de brasileiros vivem com menos de R$ 145 por mês. A população empobreceu. Distribuir renda, estimulando o consumo e a geração de riqueza é urgente.

Em passado recente, a política de valorização do salário  mínimo produziu impacto positivo na economia, com provado por todos os números. Mesmo assim, entrou na mira do ministro Paulo Guedes. Não é por acaso, portanto, que a matéria deve ser tema de debate na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Tudo indica, a tensão crescente entre o Palácio do Planalto e o Congresso pode render um inesperado efeito positivo para os trabalhadores brasileiros.
Para o presidente Jair Bolsonaro, qualquer aceno às camadas socialmente mais vulneráveis da população significa rasgar dinheiro, coisa de comunista. Segundo o governo de turno, cada centavo acrescentado ao mínimo, por exemplo, deve considerar exclusivamente o custo imediato da operação. 
Felizmente, há quem pense diferente. No Senado, um projeto de lei do senador Eduardo Braga (MDB-AM) fixa uma nova política para o mínimo. Pelo projeto, os reajustes para a preservação do poder aquisitivo do salário devem refletir a expectativa de inflação anual contida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, apurada pelo IBGE. Na Câmara dos Deputados, o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, apresentou emenda à MP 919 com uma proposta de valorização que altera a correção já em 2020.
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes só falam em economizar recursos, feito meninos de olhos grandes. O dogma liberal tem tanta influência sobre os dois, a ponto de o governo federal desprezar os números levantados pelo IBGE. Segundo o Instituto, 13,5 milhões de brasileiros vivem com menos de R$ 145 por mês. A população empobreceu. Distribuir renda, estimulando o consumo e a geração de riqueza é urgente.

 

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