O Enem é hoje a principal porta de entrada utilizada pelos estudantes brasileiros para ingressar nas universidades
Milhares de estudantes da rede pública estadual devem se submeter ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos próximos dois domingos. Trata-se aqui de jovens dispostos a transformar o próprio futuro, a trajetória de suas vidas, por meio da educação.
O ranking dos candidatos com melhor pontuação na redação do Enem sublinha a desigualdade de condições no ingresso ao ensino de terceiro grau: do total de 60 candidatos com nota máxima na redação, em 2023, apenas quatro eram egressos da rede pública – incluindo um sergipano.
Apesar de todos os avanços promovidos pela política de cotas e o próprio Enem, a educação de nível superior ainda é privilégio de bem-nascidos: apenas 40% do total dos estudantes que participaram do exame em 2023 estavam matriculados na rede pública.
O Enem, convém mencionar, é hoje a principal porta de entrada utilizada pelos estudantes brasileiros para ingressar nas universidades. O novo modelo de seleção deu um passo importante no sentido de aperfeiçoar o acesso ao ensino de terceiro grau, privilegiando a capacidade de argumentação e o raciocínio lógico.
A democratização do acesso às universidades públicas, contudo, ainda está em vias de se tornar realidade plena. Os índices de evasão e o déficit de aprendizagem nas escolas da rede pública preocupam. E a desigualdade de condições implica na adesão ainda limitada dos egressos da rede pública de ensino ao Exame.

