Candidatos prometem licitação e uma revisão da tarifa de ônibus

 

Quem ganhar as eleições de novembro para prefeito de Aracaju já está publicamente comprometido a cumprir uma promessa comum feita nesta campanha: fazer a licitação do transporte coletivo da capital sergipana. Esta promessa aparece praticamentetodos os 11 programas de governo apresentados à Justiça Eleitoral pelos candidatos que disputam o Centro Administrativo José Aloísio de Campos. Em geral, eles falam em rever o atual sistema de ônibus da Grande Aracaju, que é administrado pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), mas funciona em conjunto com outras três cidades da região metropolitana (Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão).
Segundo o Setransp, (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju), a região tem hoje 118 linhas de ônibus e nove terminais de integração, que são operadas por sete empresas e têm uma frota de 596 ônibus. Ao todo, eles transportam até 230 mil passageiros por dia, mantendo aproximadamente 4 mil empregos no setor. Esse número sofreu um impacto forte neste ano, por causa das paralisações causadas pela pandemia do coronavírus: o número de passageiros caiu em mais de 70% e o faturamento desabou de R$ 8 milhões para R$ 3 milhões no primeiro semestre, embora haja agora sinais de recuperação com as medidas de retomada da economia. 
É neste cenário que os candidatos falam em reorganizar o transporte público, que apesar de ter passado nestes anos por algumas melhorias, sempre é alvo de constantes reclamações da população por causa da superlotação dos ônibus, da precariedade de terminais e pontos, da escassez de linhas em alguns bairros e da falta de pontualidade dos veículos em outros. Mas a reclamação que se destaca é o preço da passagem: R$ 4,00, em vigor desde 9 de dezembro de 2018 e que não foi reajustada neste ano, o que criou uma rusga entre o Setransp e a PMA.  Estes problemas são citados nos programas de governo e tem soluções prometidas pelos candidatos a prefeito, que falam inclusive em revisar o valor cobrado pela tarifa.  
O que eles dizem – Esta revisão, com viés de redução, é prometida por candidatos. Gilvani Santos (PSTU) e Alexis Pedrão (PSOL), identificados com a chamada "extrema esquerda", falam em estatizar todo o sistema de transporte coletivo, criando uma Empresa Pública Municipal"com controle popular" para o setor, e reduzindo imediatamente os preços das passagens, com a meta de zerar a tarifa de ônibus para toda a população. No espectro centrista, Almeida Lima (PRTB) fala em "constituir comissão para promover a revisão da Planilha de Custos do transporte
coletivo urbano de Aracaju, estabelecendo, de forma conclusiva, o justo preço da
tarifa a ser cobrada dos usuários". Juraci Nunes (PMB) diz que vai "rever a tarifa cobrada pelas empresas". E à direita, Paulo Márcio (DC) toca indiretamente no tema, ao "garantir a transparência total no processo de definição de tarifas"
Outra promessa mais citada foi a criação e consolidação de um consórcio intermunicipal formado pelas prefeituras de Aracaju, Barra, Socorro e São Cristóvão, nos moldes do que já acontece em Recife (PE). Esse item é tratado pelos programas de Edvaldo Nogueira (PDT, atual prefeito), Márcio Macedo (PT), Georlize Teles (DEM), e Paulo Márcio, que falam em utilizar o consórcio conjunto como o ente jurídico responsável por licitar as empresas responsáveis por operar o transporte coletivo. E tal licitação será com vistas a "prever mecanismos paraampliação da segurança, higiene e conforto aos usuários", como diz Edvaldo, e "regulamentar as obrigações garantindo segurança jurídica", conforme Georlize. Já Danielle Garcia (Cidadania) não fala no consórcio, mas se propõe a "aprimorar o Sistema Integrado de Transporte,com o fortalecimento das relações metropolitanas".
O único programa de governo que não cita claramente a ideia de licitar o transporte é o de Rodrigo Valadares (PTB), que é genérico ao falar da "criação de consórcio, sob supervisão de órgãos de controle, com cidadesvizinhas, visando melhores preços e condições em processos de licitação". No entanto, o direitista foi mais explicito ao garantir tal promessa numa entrevista publicada nesta sexta-feira pelo site F5 News, na qual ele ainda se compromete em rever a tarifa cobrada pelas empresas e exigir delas mais qualidade. "Primeiro, falando de transporte público, na licitação que nós iremos fazer, exigiremos que os ônibus que vierem para nossa cidade sejam modernos, tenham Wi-Fi, ar-condicionado e sejam ambientalmente corretos, com diminuição de emissão de poluentes", afirmou Rodrigo.  Sob o fogo das críticas, Edvaldo defende as iniciativas de sua atual gestão, como a reforma dos terminais Maracaju e Atalaia e a readequação de quatro grandes avenidas da cidade, que vão formar os chamados "corredores de mobilidade". Em seu programa, Edvaldo promete não apenas fazer a licitação do transporte, mas também manter e aprofundar tais medidas, adaptando os pontos de ônibus a uma nova logística, reformando os outros terminais de integração e implantando os corredores nas avenidas Visconde de Maracaju, Maranhão e Tancredo Neves, fazendo os chamados "Eixos Leste-Oeste".
As promessas de melhoria do transporte público não se restringem aos ônibus. Quatro candidatos propõem, em seus programas, estudar e implementar o transporte hidroviário entre as cidades da Grande Aracaju, utilizando embarcações que levariam os passageiros pelos rios que entrecortam a região metropolitana, como o Poxim, o Sergipe e do Sal. Alexis Pedrão e Márcio Macedo dizem em seus planos de governo que vão estudar esse modal de transporte e implementá-lo em caso de viabilidade, por meio da empresa estatal (Alexis) ou de concessão pública (Márcio). Por sua parte, Edvaldo e Paulo Márcio dizem que vão implementar o transporte fluvial, integrando a capital e as quatro cidades da região. O delegado Paulo fala também em usar o transporte ferroviário, através de um "Sistema de Transporte de Alta Capacidade sobre trilhos, a partir de dois eixos estruturantes ligando os municípios de São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro a Aracaju". 

Quem ganhar as eleições de novembro para prefeito de Aracaju já está publicamente comprometido a cumprir uma promessa comum feita nesta campanha: fazer a licitação do transporte coletivo da capital sergipana. Esta promessa aparece praticamentetodos os 11 programas de governo apresentados à Justiça Eleitoral pelos candidatos que disputam o Centro Administrativo José Aloísio de Campos. Em geral, eles falam em rever o atual sistema de ônibus da Grande Aracaju, que é administrado pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), mas funciona em conjunto com outras três cidades da região metropolitana (Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão).Segundo o Setransp, (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju), a região tem hoje 118 linhas de ônibus e nove terminais de integração, que são operadas por sete empresas e têm uma frota de 596 ônibus. Ao todo, eles transportam até 230 mil passageiros por dia, mantendo aproximadamente 4 mil empregos no setor. Esse número sofreu um impacto forte neste ano, por causa das paralisações causadas pela pandemia do coronavírus: o número de passageiros caiu em mais de 70% e o faturamento desabou de R$ 8 milhões para R$ 3 milhões no primeiro semestre, embora haja agora sinais de recuperação com as medidas de retomada da economia. É neste cenário que os candidatos falam em reorganizar o transporte público, que apesar de ter passado nestes anos por algumas melhorias, sempre é alvo de constantes reclamações da população por causa da superlotação dos ônibus, da precariedade de terminais e pontos, da escassez de linhas em alguns bairros e da falta de pontualidade dos veículos em outros. Mas a reclamação que se destaca é o preço da passagem: R$ 4,00, em vigor desde 9 de dezembro de 2018 e que não foi reajustada neste ano, o que criou uma rusga entre o Setransp e a PMA.  Estes problemas são citados nos programas de governo e tem soluções prometidas pelos candidatos a prefeito, que falam inclusive em revisar o valor cobrado pela tarifa.  

O que eles dizem – Esta revisão, com viés de redução, é prometida por candidatos. Gilvani Santos (PSTU) e Alexis Pedrão (PSOL), identificados com a chamada "extrema esquerda", falam em estatizar todo o sistema de transporte coletivo, criando uma Empresa Pública Municipal"com controle popular" para o setor, e reduzindo imediatamente os preços das passagens, com a meta de zerar a tarifa de ônibus para toda a população. No espectro centrista, Almeida Lima (PRTB) fala em "constituir comissão para promover a revisão da Planilha de Custos do transportecoletivo urbano de Aracaju, estabelecendo, de forma conclusiva, o justo preço datarifa a ser cobrada dos usuários". Juraci Nunes (PMB) diz que vai "rever a tarifa cobrada pelas empresas". E à direita, Paulo Márcio (DC) toca indiretamente no tema, ao "garantir a transparência total no processo de definição de tarifas"Outra promessa mais citada foi a criação e consolidação de um consórcio intermunicipal formado pelas prefeituras de Aracaju, Barra, Socorro e São Cristóvão, nos moldes do que já acontece em Recife (PE). Esse item é tratado pelos programas de Edvaldo Nogueira (PDT, atual prefeito), Márcio Macedo (PT), Georlize Teles (DEM), e Paulo Márcio, que falam em utilizar o consórcio conjunto como o ente jurídico responsável por licitar as empresas responsáveis por operar o transporte coletivo. E tal licitação será com vistas a "prever mecanismos paraampliação da segurança, higiene e conforto aos usuários", como diz Edvaldo, e "regulamentar as obrigações garantindo segurança jurídica", conforme Georlize. Já Danielle Garcia (Cidadania) não fala no consórcio, mas se propõe a "aprimorar o Sistema Integrado de Transporte,com o fortalecimento das relações metropolitanas".O único programa de governo que não cita claramente a ideia de licitar o transporte é o de Rodrigo Valadares (PTB), que é genérico ao falar da "criação de consórcio, sob supervisão de órgãos de controle, com cidadesvizinhas, visando melhores preços e condições em processos de licitação". No entanto, o direitista foi mais explicito ao garantir tal promessa numa entrevista publicada nesta sexta-feira pelo site F5 News, na qual ele ainda se compromete em rever a tarifa cobrada pelas empresas e exigir delas mais qualidade. "Primeiro, falando de transporte público, na licitação que nós iremos fazer, exigiremos que os ônibus que vierem para nossa cidade sejam modernos, tenham Wi-Fi, ar-condicionado e sejam ambientalmente corretos, com diminuição de emissão de poluentes", afirmou Rodrigo.  Sob o fogo das críticas, Edvaldo defende as iniciativas de sua atual gestão, como a reforma dos terminais Maracaju e Atalaia e a readequação de quatro grandes avenidas da cidade, que vão formar os chamados "corredores de mobilidade". Em seu programa, Edvaldo promete não apenas fazer a licitação do transporte, mas também manter e aprofundar tais medidas, adaptando os pontos de ônibus a uma nova logística, reformando os outros terminais de integração e implantando os corredores nas avenidas Visconde de Maracaju, Maranhão e Tancredo Neves, fazendo os chamados "Eixos Leste-Oeste".As promessas de melhoria do transporte público não se restringem aos ônibus. Quatro candidatos propõem, em seus programas, estudar e implementar o transporte hidroviário entre as cidades da Grande Aracaju, utilizando embarcações que levariam os passageiros pelos rios que entrecortam a região metropolitana, como o Poxim, o Sergipe e do Sal. Alexis Pedrão e Márcio Macedo dizem em seus planos de governo que vão estudar esse modal de transporte e implementá-lo em caso de viabilidade, por meio da empresa estatal (Alexis) ou de concessão pública (Márcio). Por sua parte, Edvaldo e Paulo Márcio dizem que vão implementar o transporte fluvial, integrando a capital e as quatro cidades da região. O delegado Paulo fala também em usar o transporte ferroviário, através de um "Sistema de Transporte de Alta Capacidade sobre trilhos, a partir de dois eixos estruturantes ligando os municípios de São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro a Aracaju". 

 

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