Sergipe continua em nível crítico de ocupação de UTIs

 

Gabriel Damásio
O Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19, divulgado ontem pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), trouxe dados mais preocupantes sobre o comportamento da pandemia e da vacinação no Brasil e nos estados. O relatório aponta um recorde no número de mortes causadas pela doença, que atingiu uma média de 3.020 mortos por dia, e um aumento de novos casos, com média de 70,2 mil casos diários.Os dados se referem à Semana Epidemiológica 14, entre 4 a 10 de abril.
Em relação aos estados, o boletim apontou a permanência do nível crítico de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) destinadas a pacientes com coronavírus, em sua maioria intubados. Em Sergipe, a taxa de ocupação das UTIs apurada pela Fiocruz foi de 94%, empatada com a do Piauí. Entre os estados do Nordeste, eles estão na terceira posição, ficando atrás dos estados de Ceará e Pernambuco (97%) e Rio Grande do Norte (98%). Aracaju, por sua vez, está com a ocupação das UTIs em 97%, estando entre as 19 capitais com taxas superiores a 90%. A capital sergipana empatou com Natal e Fortaleza (97%), sendo superada por Cuiabá e Brasília (98%), Porto Velho e Teresina(100%),e Campo Grande (106%). 
A alta proporção de testes com resultados positivos revela que, durante esse período, o vírus permanece em circulação intensa em todo o país. Segundo os pesquisadores do observatório, o quadro epidemiológico pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números muito mais elevados de casos graves e óbitos. "Permanece a necessidade de que se empreendam esforços para controlar a disseminação da pandemia e preservar vidas. Nesse sentido, é prudente que os municípios, em especial os que compõem as regiões metropolitanas, adotem medidas convergentes e sinérgicas", diz o relatório.
Vacinação – O boletim traz ainda um painel sobre a vacinação no Brasil. Do total das pessoas vacinadas (27.567.230) até o dia 10 de abril, 30,2% completaram o esquema vacinal com duas doses e 69,8% receberam apenas a primeira dose do imunizante. Em Sergipe, 185.249 pessoas foram vacinadas até o momento. Desse total, 25,7% receberam as duas doses da vacina, enquanto outros 74,3% tomaram apenas a primeira dose.
"É importante reforçar que o esquema de imunização, considerando os dois tipos de vacinas oferecidas pelo PNI atualmente, só se completa com a administração das duas doses preconizadas. Desta forma, o planejamento da imunização e o monitoramento da informação, assim como a busca ativa de faltosos,constituem elementos estratégicos imprescindíveis para auxiliaresse processo, para alcançar a proteção pretendida e não perder os recursos já aplicados. A Estratégia de Saúde da Família pode buscar apoio nas comunidades e junto aos coletivos eassociações que atuem no território, para juntos empreenderemessa ação de cunho protetivo", recomenda a Fiocruz. (com Agência Brasil)

Gabriel Damásio

O Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19, divulgado ontem pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), trouxe dados mais preocupantes sobre o comportamento da pandemia e da vacinação no Brasil e nos estados. O relatório aponta um recorde no número de mortes causadas pela doença, que atingiu uma média de 3.020 mortos por dia, e um aumento de novos casos, com média de 70,2 mil casos diários.Os dados se referem à Semana Epidemiológica 14, entre 4 a 10 de abril.
Em relação aos estados, o boletim apontou a permanência do nível crítico de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) destinadas a pacientes com coronavírus, em sua maioria intubados. Em Sergipe, a taxa de ocupação das UTIs apurada pela Fiocruz foi de 94%, empatada com a do Piauí. Entre os estados do Nordeste, eles estão na terceira posição, ficando atrás dos estados de Ceará e Pernambuco (97%) e Rio Grande do Norte (98%). Aracaju, por sua vez, está com a ocupação das UTIs em 97%, estando entre as 19 capitais com taxas superiores a 90%. A capital sergipana empatou com Natal e Fortaleza (97%), sendo superada por Cuiabá e Brasília (98%), Porto Velho e Teresina(100%),e Campo Grande (106%). 
A alta proporção de testes com resultados positivos revela que, durante esse período, o vírus permanece em circulação intensa em todo o país. Segundo os pesquisadores do observatório, o quadro epidemiológico pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números muito mais elevados de casos graves e óbitos. "Permanece a necessidade de que se empreendam esforços para controlar a disseminação da pandemia e preservar vidas. Nesse sentido, é prudente que os municípios, em especial os que compõem as regiões metropolitanas, adotem medidas convergentes e sinérgicas", diz o relatório.

Vacinação – O boletim traz ainda um painel sobre a vacinação no Brasil. Do total das pessoas vacinadas (27.567.230) até o dia 10 de abril, 30,2% completaram o esquema vacinal com duas doses e 69,8% receberam apenas a primeira dose do imunizante. Em Sergipe, 185.249 pessoas foram vacinadas até o momento. Desse total, 25,7% receberam as duas doses da vacina, enquanto outros 74,3% tomaram apenas a primeira dose.
"É importante reforçar que o esquema de imunização, considerando os dois tipos de vacinas oferecidas pelo PNI atualmente, só se completa com a administração das duas doses preconizadas. Desta forma, o planejamento da imunização e o monitoramento da informação, assim como a busca ativa de faltosos,constituem elementos estratégicos imprescindíveis para auxiliaresse processo, para alcançar a proteção pretendida e não perder os recursos já aplicados. A Estratégia de Saúde da Família pode buscar apoio nas comunidades e junto aos coletivos eassociações que atuem no território, para juntos empreenderemessa ação de cunho protetivo", recomenda a Fiocruz. (com Agência Brasil)

 

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