Às vésperas do festejo mais tradicional do nor deste, foi ao ar pela TV Sergipe o São João da Gente Sergipana. Um programa especial e capaz de enfeitar a casa de taipa com cores, talentos e sensibilidade porque assim é o nordeste, assim é Sergipe. Um espetáculo de sergipanidade que marca os 60 anos do Banese e os 10 anos do Museu da Gente Sergipana, podendo ser visto e revisto na plataforma Espie a Gente (espieagente.com.br) e no canal do Instituto Banese no youtube (youtube.com.br/institutobanese).
Ao reunir talentos, estilos e gerações no simbólico alpendre e transportar essa atmosfera nordestina para os lares através da tela da TV, o São João da Gente Sergipana ajuda a preservar viva a raiz de um povo e manter frondosa a sua cultura. Em um espetáculo rico em detalhes, a emoção foi uma só: viver e reviver a época mais repleta de simbolismos para os sergipanos que ainda precisam permanecer recolhidos em seus lares com saudade de comemorar o São João à beira da fogueira e reunidos por um bom arrasta-pé.
É dessa forma, com sensibilidade, respeito e inventividade, que o Grupo Banese valoriza e preserva a cultura do seu estado, proporcionando aos sergipanos uma identificação com o que é seu, explica Ezio Déda, diretor superintendente do Instituto Banese.
"A cada ano o grupo Banese recorre a maneiras surpreendentes de garantir aos sergipanos um contato especial com a cultura junina. Esse ano, num momento de tantos desencontros, priorizamos falar de encontros, de legados e de memórias. Contando com muitos talentos, profissionalismo e dedicação realizamos um emocionante programa cujo principal sentido foi fortalecer os elos entre nós que aqui estamos e quem já partiu deixando grandes legados de identidade e alegria em sermos nordestinos e sergipanos", afirma Ezio.
E muitos foram esses encontros. Entre pai e filho, entre amigos, entre companheiros de vida, entre fãs e ídolos, entre uma família inteira. Afinal, no palco do São João da Gente Sergipana, através da tecnologia, Luan se reencontrou com seu pai Rogério, Zé Rozendo com sua companheira Marluce, Mestrinho com seu ídolo Dominguinhos, Amorosa com seu amigo Ismar Barreto e com sua inspiração Luiz Gonzaga. Mas não parou por aí, entre os homenageados que já partiram estão ainda Marinês, Genival Lacerda, Josa – o Vaqueiro do Sertão, Jackson do Pandeiro e Clemilda. Já no time de artistas que seguem disseminando a nossa cultura estão Paulinha Abelha, Silvânia Aquino, Joseane Dy Josa, Sergival, João da Passarada, João Alberto, Robertinho dos Oito Baixos, Erivaldo de Carira e suas filhas Thaís Nogueira e Ester Lavyne. Para a cantora Amorosa, que esteve ao lado da grande surpresa da noite, o Rei do Baião Luiz Gonzaga, presente em holograma, o São João da Gente Sergipana foi a realização de um sonho próprio e um presente para os sergipanos.
"O São João da Gente Sergipana foi um sonho realizado porque Luiz Gonzaga foi a minha maior inspiração para amar o forró. Para os sergipanos, esse programa foi um presente feito com qualidade e profissionalismo. A gente pode vivenciar e compartilhar com nossa gente a força da nossa cultura, das nossas referências e da nossa memória. Estou muito feliz e emocionada com todos os testemunhos que tenho recebido e isso foi possível graças à sensibilidade da família Banese, através do seu Instituto e do museu dos sergipanos", destaca.
Durante as gravações do programa não foi permitida a presença de público e todas as medidas de segurança referentes ao distanciamento e higienização foram adotadas pelos artistas e profissionais envolvidos, incluindo a realização de testes e a identificação das pessoas autorizadas a estarem no ambiente, obedecendo às medidas sanitárias preventivas contra a pandemia.


