Laudo confirma falha que causou incêndio no Nestor Piva

 

Um ‘fenômeno termo
elétrico’, termo usado 
para se referir a um aquecimento do aparelho de ar-condicionado que funcionava na sala de prescrição médica. Esta foi a principal causa do incêndio que atingiu o Hospital Municipal Nestor Piva, na zona norte de Aracaju, e provocou a morte de cinco pacientes, no último dia 28 de maio. A conclusão é do laudo técnico realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM), cujo relatório foi divulgado ontem. 
De acordo com o documento, o incêndio afetou diretamente quatro locais do hospital: sala de prescrição médica, posto de enfermagem, expurgo e enfermaria, todos eles na área reservada para a internação de pacientes com Covid-19. Já sobre a identificação da área de origem do incêndio, o CBM destacou no laudo que foram realizados diversos procedimentos envolvendo análise da propagação das chamas, dos materiais e áreas atingidas, inspeção das instalações elétricas, registros fotográficos e coleta de informações com pessoas que testemunharam a ocorrência.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) relatou que 72 pessoas – entre pacientes, acompanhantes profissionais da saúde e servidores em geral – estavam na dentro do hospital na hora que o fogo começou, e precisaram ser retiradas às pressas. A operação envolveu cerca de 20 bombeiros, além dos próprios funcionários do hospital, Defesa Civil, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e populares. 
Ainda conforme o relatório da perícia, no mesmo dia do incêndio os trabalhos de apurar foram iniciados, e, de imediato, foi possível observar vestígios de inconsistência estrutural na região do ar-condicionado, local exato onde as chamas foram constatadas pela primeira vez. O fogo contribuiu para ocasionar intensa destruição do aparelho, intensa dilatação do reboco das paredes próximas, alto grau de destruição dos materiais combustíveis próximos, bem como gradual diminuição da intensidade nos pontos mais distantes. 
O relatório concluiu que ficou explícita a causa do incêndio a partir da definição do foco inicial, da zona de origem, da dinâmica do surgimento, desenvolvimento e extinção do incêndio, das marcas e vestígios identificados e da exclusão de todas as outras hipóteses causadoras do incêndio. Na última segunda-feira, o Corpo de Bombeiros confirmou que o Nestor Piva não tinha Atestado de Regularidade e nem um plano emergencial de combate a incêndio, o que motivou a aplicação de uma multa.
Respostas – Em nota, a empresa Centro Médico do Trabalhador (CMT), responsável pela administração do Hospital Nestor Piva, diz que "lamenta profundamente a ocorrência do incêndio" e que "durante o curso do procedimento instaurado pelo Corpo de Bombeiros, vem colaborando com as autoridades, sempre prestando informações, encaminhando documentos e tudo o mais que se fez necessário para contribuir na elucidação rápida e eficiente das causas do acidente". A CMT disse ainda que aguarda o recebimento oficial do laudo do Corpo de Bombeiros e avaliará as providências jurídicas cabíveis, em razão do defeito apresentado no aparelho de ar condicionado. 
Já a SMS confirmou que recebeu o resultado da perícia e disse que ela "comprova fatalidade do sinistro". Disse ainda que "e a diretoria jurídica da SMS promoverá estudo acerca da possibilidade de haver responsabilização, via judicial, do fornecedor do aparelho, haja vista ser um equipamento novo, recém-instalado por empresa autorizada".

Um ‘fenômeno termo elétrico’, termo usado  para se referir a um aquecimento do aparelho de ar-condicionado que funcionava na sala de prescrição médica. Esta foi a principal causa do incêndio que atingiu o Hospital Municipal Nestor Piva, na zona norte de Aracaju, e provocou a morte de cinco pacientes, no último dia 28 de maio. A conclusão é do laudo técnico realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM), cujo relatório foi divulgado ontem. 
De acordo com o documento, o incêndio afetou diretamente quatro locais do hospital: sala de prescrição médica, posto de enfermagem, expurgo e enfermaria, todos eles na área reservada para a internação de pacientes com Covid-19. Já sobre a identificação da área de origem do incêndio, o CBM destacou no laudo que foram realizados diversos procedimentos envolvendo análise da propagação das chamas, dos materiais e áreas atingidas, inspeção das instalações elétricas, registros fotográficos e coleta de informações com pessoas que testemunharam a ocorrência.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) relatou que 72 pessoas – entre pacientes, acompanhantes profissionais da saúde e servidores em geral – estavam na dentro do hospital na hora que o fogo começou, e precisaram ser retiradas às pressas. A operação envolveu cerca de 20 bombeiros, além dos próprios funcionários do hospital, Defesa Civil, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e populares. 
Ainda conforme o relatório da perícia, no mesmo dia do incêndio os trabalhos de apurar foram iniciados, e, de imediato, foi possível observar vestígios de inconsistência estrutural na região do ar-condicionado, local exato onde as chamas foram constatadas pela primeira vez. O fogo contribuiu para ocasionar intensa destruição do aparelho, intensa dilatação do reboco das paredes próximas, alto grau de destruição dos materiais combustíveis próximos, bem como gradual diminuição da intensidade nos pontos mais distantes. 
O relatório concluiu que ficou explícita a causa do incêndio a partir da definição do foco inicial, da zona de origem, da dinâmica do surgimento, desenvolvimento e extinção do incêndio, das marcas e vestígios identificados e da exclusão de todas as outras hipóteses causadoras do incêndio. Na última segunda-feira, o Corpo de Bombeiros confirmou que o Nestor Piva não tinha Atestado de Regularidade e nem um plano emergencial de combate a incêndio, o que motivou a aplicação de uma multa.

Respostas –
Em nota, a empresa Centro Médico do Trabalhador (CMT), responsável pela administração do Hospital Nestor Piva, diz que "lamenta profundamente a ocorrência do incêndio" e que "durante o curso do procedimento instaurado pelo Corpo de Bombeiros, vem colaborando com as autoridades, sempre prestando informações, encaminhando documentos e tudo o mais que se fez necessário para contribuir na elucidação rápida e eficiente das causas do acidente". A CMT disse ainda que aguarda o recebimento oficial do laudo do Corpo de Bombeiros e avaliará as providências jurídicas cabíveis, em razão do defeito apresentado no aparelho de ar condicionado. 
Já a SMS confirmou que recebeu o resultado da perícia e disse que ela "comprova fatalidade do sinistro". Disse ainda que "e a diretoria jurídica da SMS promoverá estudo acerca da possibilidade de haver responsabilização, via judicial, do fornecedor do aparelho, haja vista ser um equipamento novo, recém-instalado por empresa autorizada".

 

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