As secretarias de Saúde do Estado e de Aracaju reforçaram os seus esquemas de monitoramento de casos suspeitos de coronavírus, após a confirmação do primeiro caso da variante Delta da Covid-19 em Sergipe. Nesta terça-feira, elasinformaram que a paciente foi uma mulher de 40 anos que mora em Aracaju e contraiu a variante após uma viagem ao Rio de Janeiro, onde ela está disseminada. A amostra foi coletada no dia 31 de julho. A paciente buscou um hospital particular da capital apresentando sintomas gripais leves, evoluindo de forma satisfatória, sem complicações.
De acordo com a SES, o Laboratório Central de Saúde (Lacen), segue realizando a vigilância laboratorial dos casos Covid-19 para detectar a presença de variantes de interesse no estado. Essa vigilância possibilita identificar precocemente os casos, orientar corretamente o isolamento de pacientes e reconhecer cedo uma possível transmissão de linhagens de interesse.
Já a Prefeitura de Aracaju informou que monitora as pessoas notificadas por hospitais de casos suspeitos da variante Delta do coronavírus, advindas da Índia, Argentina, África do Sul e Reino Unido, além dos estados do Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará e do Distrito Federal. Todas elas apresentaram sintomas em até 10 dias após a chegada da viagem.O Monitoraju e a Vigilância Epidemiológica da SMS Saúde monitoram os pacientes infectados, pessoas que mantiveram contato e os suspeitos que estão aguardando resultado de exames.
De acordo com a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, a equipe da pasta recebe as notificações e assim que tem conhecimento, inicia o monitoramento do paciente e seus contactantes. "Verificamos a condição clínica do paciente, confirmamos informações como endereço, data de início dos sintomas, comorbidades, quais são os contatos, locais advindos, prestamos orientações sobre a necessidade de isolamento domiciliar, orientamos sobre higiene, etiqueta respiratória, uso de máscara, e caso apresente agravamento de sintomas, indicamos procurar a rede hospitalar", explica.
Com a confirmação do caso, a Vigilância Epidemiologia realiza o bloqueio de campo, a partir do caso suspeito e seus contactantes, com todas as informações importantes do caso, com o intuito de quebrar a cadeia de transmissão. "Esse acompanhamento é feito durante o período de 10 dias, a partir obviamente da data dos sintomas, e da coleta do RT-PCR dos notificados e as pessoas próximas. A depender da carga viral, ou seja, da quantidade de vírus que o paciente com sintomas tenha, é enviado para a FioCruz, que fará o mapeamento do sequenciamento genômico da amostra do material coletado", explica a médica infectologista da SMS, Fabrizia Tavares.
Vacina – A secretária estadual da saúde, Mércia Feitosa, falou sobre a importância de manter os cuidados como uso de máscara e evitar aglomerações, mas enfatizou a necessidade de vacinar a população. "Nós temos duas situações que são fundamentais. O uso das medidas sanitárias e a vacinação. Não estamos numa bolha e há quatro meses a variante Delta circula no Brasil, mas, nesse momento, a gente tem ferramentas para evitar a propagação da variante em Sergipe", disse.
O mesmo foi destacado por Waneska Barbosa. Segundo ela, a paciente detectada com a Delta recebeu duas doses de CoronaVac, o que evitou agravamento do quadro de saúde. "É importante informar que a paciente tomou as duas doses da vacina, do imunizante CoronaVac, o que comprova a eficácia da vacinação no controle da pandemia", afirma.


