Mulher de 36 anos, moradora de Aracaju, morre de Influenza A H3N2

Reunião virtual com hospitais regionais discute estratégias de atendimento(Ewertton Nunes/SES)

Gabriel Damásio

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou ontem a primeira morte provocada por complicações da gripe Influenza A H3N2 em Sergipe. A vítima foi uma mulher de 36 anos, que morava em Aracaju, era portadora de bronquite asmática e faleceu no último dia 20 de dezembro, após ser internada em um hospital da capital. Exames posteriores, realizados no Laboratório Central de Saúde do Estado (Lacen), confirmaram que a paciente estava infectada com a nova variante do Influenza. A informação está no Alerta Epidemiológico que a SES divulgou ontem em reunião da secretária Mércia Feitosa com dirigentes das unidades públicas da rede estadual de saúde.
O documento informa ainda que outras 257 amostras examinadas pelo Lacen foram testadas como positivas para a H3N2, que já circula em 32 municípios sergipanos. Dentre esses casos, quatro pessoas evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com complicações mais sérias. Duas delas são idosas, de 85 e 86 anos, oriundas respectivamente de Tomar do Geru e Itabaianinha (Sul), e estão internadas no Hospital Regional de Estância, em observação. Os outros dois casos são da capital: a paciente que morreu no dia 20 e um menino de 11 anos que teve boa evolução e recebeu alta em 16 de dezembro.
Os outros casos positivos para a Influenza H3N2 evoluíram apenas como síndromes gripais, ou seja, tiveram apenas sintomas mais leves, como febre de início súbito acompanhada de tosse ou dor de garganta e dores de cabeça, corpo ou articulações.
Na reunião com os gestores dos hospitais regionais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), todos relataram que houve aumento no volume de atendimento a pacientes com síndromes gripais, que em algumas unidades, chegam a responder por 80% dos atendimentos nas urgências. A SES orientou as unidades sobre os protocolos de atendimento, identificação e tratamento dos casos de Influenza, bem como a notificação compulsória dos casos e a coleta de amostras para exames no Lacen.
O diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes, informou que todas as amostras coletadas serão processadas para a Covid-19, e, nos casos negativos, para outros vírus respiratórios, incluindo o Influenza A H3N2. “Conversamos ainda sobre a necessidade dasuperintendência dos hospitais dialogarem com o corpo clínico sobre os casos de Influenza que têm indicação de tratamento antiviral, já que temos um tratamento específico para os casos que necessitam de internação ou tem fatores de risco para agravamento”, salientou o diretor.
À tarde, a SES fez outra reunião virtual com as secretarias municipais de saúde, com as quais discutiram uma estratégia conjunta de atendimento a pacientes com síndromes gripais, bem coimo avaliar como está o comportamento dos casos da nova variante em cada município. A ideia, segundo o diretor, é motivar os pacientes com síndrome gripal de baixa complexidade a procurarem atendimento nas Unidades Básicas de Saúde de cada cidade.
“O atendimento aos casos de síndrome gripal se dá em rede, ficando como função das UPAS e hospitais a assistência aos casos graves, que evoluíram com alguma complicação. No entanto, a maior pode e deve ser atendida na Atenção Primária à Saúde, porque são de baixa complexidade. Essa é uma discussão que a gente tem sempre com os municípios e que vamos reforçar”, disse Marco Aurélio.

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