Aparato policial sobre Assembleia

O Sintese talvez seja o maior sindicato profissional de Sergipe. Durante todo o dia de ontem, enquanto os senhores deputados debatiam matéria de interesse do magistério estadual, seus filiados tomaram a principal via de acesso ao Centro de Aracaju, em revigorante exercício de cidadania – uma demonstração de força incontornável.
Há quem diga que o trabalhismo agoniza. Não foi o que se viu, entretanto, nas cercanias da Assembléia Legislativa de Sergipe. A mobilização foi tamanha, a ponto de o governo do estado tomar uma precaução desproporcional. Nunca se viu tantos policiais a postos, a fim de resguardar o patrimônio público. Contingente parecido, só mesmo nas festas de grande apelo popular. A impressão comunicada pelo aparato de segurança alardeava o receio descabido do governador Belivaldo Chagas, quase pavor.
Aguerridos, os professores a serviço da educação estadual jamais flertaram com qualquer arroubo terrorista. A justa reivindicação de um reajuste compatível com a Lei do Piso, no entanto, é mais do que simples pauta. Trata-se de fazer valer o compromisso assumido com a educação pública e o futuro dos estudantes. Daí o grande volume de profissionais do magistério, filiados ou não, cobertos com a camisa do sindicato.
Às vésperas de uma eleição, muito está em jogo na Alese, além das questões salariais das diversas categorias do funcionalismo estadual. Perdas salariais foram acumuladas durante toda a gestão Belivaldo Chagas. A mobilização dos professores não foi de graça.

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