Justiça manda que rodoviários da Progresso voltem ao trabalho

Milton Alves Júnior

Rodoviários que estavam em greve desde a última quinta-feira (2), retomaram as atividades no início da manhã de ontem após a Justiça do Trabalho atender a requerimentos protocolado pelo setor empresarial contra o movimento que suspendeu a circulação de 126 ônibus, os quais compõem 38 linhas em operação na região metropolitana. Além da capital sergipana, Aracaju, a região metropolitana é composta ainda pelos municípios de São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro.
A classe trabalhadora denuncia que parte dos salários referente ao mês de abril segue em aberto, e o salário referente ao mês de maio continua sem perspectiva para ser quitado. Ainda segundo denúncias apresentadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sinttra), ao longo dos últimos dois anos é possível se deparar com impasse referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); segundo contabilidade apresentada, essa irregularidade ocorre desde o primeiro semestre de 2020. Na edição de ontem o JD apresentou uma nota assinada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setransp), a qual revela que parte das pendências já foram quitadas.
A notificação encaminhada para a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sinttra) indica que a Justiça entendeu que o impedimento operacional tem prejudicado a oferta do serviço para a população. Diante desta constatação, a Justiça do Trabalho optou por aplicar uma multa de R$ 1 mil ao dia a quem tentar impedir a volta dos veículos para as ruas. A determinação permite também uso da força policial se necessário.
Acolhendo o pleito da classe trabalhadora o Ministério Público do Trabalho em Sergipe informou – também na última segunda-feira – que ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Grupo Progresso. O MPT pede a intervenção judicial nas empresas que integram o grupo econômico por, pelo menos, 12 meses, além da indisponibilidade e o bloqueio de todos os bens móveis e imóveis, veículos e ativos depositados junto a instituições financeiras, bem como o bloqueio dos créditos das empresas junto à operadora da bilhetagem eletrônica de vale-transporte para que possam ser utilizados para o cumprimento das obrigações trabalhistas; esta ação se estende à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro.

Contraponto – Sobre a ACP ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, o Grupo Progresso informou por meio de nota que tem buscado medidas as quais possam solucionar todos os impasses ainda pendentes. “Mesmo diante das dificuldades enfrentadas em virtude do desequilíbrio econômico do setor de transporte, o grupo tem negociado com seus colaboradores diariamente desde o início dessa crise, sendo que nesse momento um grupo de apenas 15 colaboradores continuam bloqueando a saída dos ônibus da garagem, fato esse que já foi levado a justiça para fins de liberação da circulação da frota e normalização da operação da empresa”, destacou a empresa.

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