Polícia Penal realiza operação no Presídio Semiaberto de Areia Branca

Já no interior de uma das celas, foram encontrados diversos objetos perfurocortantes, feitos com os acrílicos da luminária da cela e um pedaço de ferro.

O Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) confirmou ontem que fez uma operação de revista na Cadeia Pública de Areia Branca (CPAB), em Areia Branca (Agreste). A ação foi iniciada no último sábado, após uma denúncia de uma possível rebelião e fuga de um grupo de detentos da unidade. De acordo com o órgão, o objetivo foi averiguar possíveis investidas por parte dos internos e suspeitos, em tentativas de ingressarem com objetos ilícitos na unidade, como armas brancas e telefones celulares.
Uma operação semelhante aconteceu ontem no Presídio Semiaberto de Areia Branca, ao lado do Cadeião. A revista surpresa aconteceu no pavilhão 1, onde foram vistoriados, áreas internas e externas das celas, telhado, banho de sol, pisos e alambrados.
Na CPAB, de acordo com a direção, tudo foi realizado com muito cuidado, visando manter a estabilidade da unidade e do sistema prisional como um todo. “Fizemos uma busca nos pertences dos internos a procura de armas ou quaisquer objetos que pudessem fragilizar a segurança na unidade. Foram feitas buscas por avarias na estrutura das celas e demais dependências. Tudo ocorreu dentro do esperado, onde foram encontrados, cartas com anotações e 26 objetos perfurocortantes, que eles conseguem produzir retirando vidro ou ferro da estrutura do próprio presídio”, explica o diretor da CPAB, Sérgio Varjão.
Ainda como medida de segurança, quatro internos foram transferidos internos do comando dos pavilhões A e B para o Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), em Aracaju.
No Semiaberto, por sua vez, foi verificado que era necessário realizar alguns reparos em trechos dos alambrados da parte externa, ou seja, da tela que cerca a unidade, para evitar possíveis tentativas de entrada ou fuga.”Já no interior de uma das celas, foram encontrados diversos objetos perfurocortantes, feitos com os acrílicos da luminária da cela e um pedaço de ferro. A cela em questão foi isolada para os devidos reparos, tal como foi providenciado o reparo do alambrado. Normalmente eles conseguem produzir esses materiais retirando ferro ou vidro da estrutura da própria unidade”, pontua o diretor da unidade, João Marcos Campos.
Por isso, para o diretor, ações como essa são tão primordiais para manter a segurança da instituição. “Realizando operações preventivas, evitamos que ações violentas ocorram na unidade e mantemos a ordem e a estabilidade do sistema prisional, como vem ocorrendo”, finaliza João Marcos.

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