Enfermeiros fazem dia de paralisação e protestos por veto ao piso salarial

Reunidos em frente à Assembleia Legislativa (ALESE), dezenas de profissionais da enfermagem buscaram intensificar o ato público que foi realizado simultaneamente em 16 estados brasileiros.

Milton Alves Júnior

Depois de suspender parcialmente as atividades no setor público, enfermeiros retomam na manhã de hoje aos respectivos postos de trabalho. De braços cruzados desde o final da madrugada de ontem, os profissionais da saúde se mobilizaram para pressionar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), para votar favoráveis ao piso da categoria. Por 7 votos à 3, o colegiado deliberou contra o pagamento imediato do piso. Depois de anos de luta, no dia 04 de agosto deste ano foi sancionada pelo Poder Executivo a Lei nº 14.434/2022, aprovada pelo Congresso Nacional. Essa ação regulamentou o piso salarial da Enfermagem. A nova regra prevê o pagamento de R$ 4.750 para enfermeiros; R$ 3.325 para técnicos, e R$ 2.375 para auxiliares e parteiras.
Reunidos em frente à Assembleia Legislativa (ALESE), dezenas de profissionais da enfermagem buscaram intensificar o ato público que foi realizado simultaneamente em 16 estados brasileiros. A mobilização contou com o apoio e participação de gestores do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe (Seese), e do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren/SE). Shirley Morales, que responde pelo Seese, bem como pela Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), destacou que em todas as regiões do Brasil, diante da suspensão do piso da enfermagem pela Suprema Corte Federal, a categoria compreendeu que precisava resistir e seguir na luta. A paralisação temporária faz parte da primeira mobilização nacional em torno do conflito jurídico.
Durante o ato, Morales informou que “esta semana estarão sendo votados projetos de lei sobre fontes de custeio para o pagamento do piso. E justamente em virtude dessas votações é que observamos a necessidade fundamental para a mobilização da categoria, com a paralisação nacional em diversos estados por 24h.” Líder sindical ao longo dos últimos anos, a presidente do Sindicato dos Enfermeiros foi questionada quanto ao esperado impacto funcional provocado na assistência pública ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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