Operação da PRF atrapalha eleição

Deste total, o Nordeste concentrou 111 (37,5%) dos casos, seguido do Sudeste, com 54 (18,2%); Norte, com 45 (15,2%); Sul, com 44 (14,8%); e Centro-Oeste, com 42 (14,1%).

O segundo turno das eleições foi marcado negativamente por uma ação protagonizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), sem a devida autorização do Tribunal Superior Eleitoral. Mesmo diante da autorização deliberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o qual permitiu a oferta gratuita de transporte público em todo o território brasileiro, a corporação federal realizou 619 abordagens em todo o país. Desse total, pontuais 47,6% foram realizado na região Nordeste, reduto eleitoral do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Em todo o país, a PRF abordou 619 ônibus até as 17h; em números, foram 295 ações no Nordeste. Os estados de Alagoas e Maranhão contabilizaram a maior incidência desses bloqueios.
Dados da própria PRF indicam que as ações feitas pela corporação apresentam mudanças em relação ao 1º turno. Na operação feita em 2 de outubro e no dia anterior, a PRF fez 296 abordagens a ônibus pelo país. Deste total, o Nordeste concentrou 111 (37,5%) dos casos, seguido do Sudeste, com 54 (18,2%); Norte, com 45 (15,2%); Sul, com 44 (14,8%); e Centro-Oeste, com 42 (14,1%). Em decorrência da irregularidade e prejuízo ao processo de votação, às 14h30, Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF foi intimado por operações durante transporte de eleitores.
Em Sergipe, parlamentares em exercício de mandato, eleitos, reeleitos e partidos políticos se dirigiram até a sede da PRF com a perspectiva de pressionar a superintendência regional para respeitar a deliberação do STF. Antes das 15h a Polícia Rodoviária Federal emitiu nota pública determinando o fim destas abordagens.

Compartilhe esta notícia