Governo define novo piso do Magistério em R$ 4.420,55

O ministro da Educação, Camilo Santana.

Depois que o Ministro da Educação, Camilo Santana, assinou o aumento de quase 15% no piso nacional dos professores, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), iniciaram imediatamente os trabalhos de diálogo junto aos prefeitos e secretários municipais em atuação nos 74 municípios sergipanos representados pela entidade sindical. A medida instantânea se fez necessário depois que a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), também diante da medida adotada pelo governo federal, decidiu criticar e orientar os gestores municipais a ignorar o aumento anunciado pelo MEC. A posição contrária ao benefício concedido aos educadores começou já nas primeiras horas de ontem.
A portaria com o novo valor foi assinada na noite da última segunda-feira, 16; nela está oficializado que o piso nacional dos professores subirá para R$ 4.420,55 em 2023. Um aumento razoável na ótica dos educadores, se comparado ao piso do ano passado, que era de R$ 3.845,63, bem como à disparada taxa inflacionária registrada no Brasil.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o custo total desse reajuste pode impactar a gestão educacional no Brasil e agravar a situação fiscal dos municípios. A estimativa, divulgada pelo presidente da entidade, é de que o aumento custe R$ 19,4 bilhões anualmente aos municípios. A entidade ainda argumenta que a atualização do salário-base não tem respaldo jurídico.
“A ideia do piso é valorizar os professores a partir do crescimento das receitas da educação. Ou seja, equilibrar o crescimento das receitas com a despesa que é gerada com a folha de pagamento dos professores e professoras. Entendemos que está correta essa posição do Ministério da Educação. 14,95% é um aumento justo. O Sintese já enviou a todos os prefeitos e prefeitas e também ao secretário de educação Zezinho Sobral uma solicitação de audiência para tratar do reajuste do piso”, destacou o presidente do Sintese, Professor Roberto Silva dos Santos.
No início da noite de ontem, o secretário de estado da Educação, Zezinho Sobral, informou que ainda não há data definida para receber os representantes do Sintese, mas que este encontro ocorrerá o mais breve possível.

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