Duas crianças morrem em incêndio em Socorro

Enquanto equipes do Corpo de Bombeiro Militar seguiam para o local, vizinhos e amigos da família se desdobravam na missão de resgatar as crianças.

Milton Alves Júnior

Sob forte comoção, foram sepultados na tarde de ontem no município de Nossa Senhora do Socorro o corpo das irmãs vítimas do trágico acidente ocorrido na noite da última segunda-feira (16), no Conjunto João Alves. Peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), revelaram que o sinistro aconteceu depois que uma vela – utilizada para iluminar a residência -, caiu sobre superfícies propagadora de chamas.
A mãe das vítimas, a qual dormia em cômodo paralelo, depois de sucessivas tentativas de resgate, conseguiu deixar o imóvel e implorar por ajuda; já as crianças, de três e cinco anos de idade, não resistiram. Sem energia elétrica, em decorrência de atraso no pagamento, a vela era utilizada como iluminação noturna.
Enquanto equipes do Corpo de Bombeiro Militar seguiam para o local, vizinhos e amigos da família se desdobravam na missão de resgatar as crianças. Entre as tentativas estava a ação corajosa de enfrentar as chamas, destruir a parte lateral da casa, bem como minimizar o fogo com baldes e mangueiras acopladas em torneiras, capazes de diminuir a onda de calor e permitir o acesso até o quarto onde estavam as vítimas. Apesar das ações coletivas, os primeiros socorros se tornaram possíveis apenas por intermédio dos agentes do CBM, cerca de 10 minutos após iniciado o processo de resfriamento do imóvel. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi acionada para acolher a mãe das crianças.
Já as irmãs tiveram os respectivos óbitos constatados ainda no local, onde uma viatura do Instituto Médico Legal (IML), foi direcionado para remover as vítimas do acidente e realizar os primeiros trabalhos de perícia. A Polícia Civil segue estudando a ocorrência e deve apresentar o relatório do inquérito em um prazo de 30 dias; esse período pode ser estendido caso os técnicos avaliem necessário. A SSP, por meio de nota pública, se limitou a informar que antes de perder a consciência, as crianças tentaram deixar o quarto onde dormiam, mas ficaram presas às chamas que cercavam o compartimento. No momento da chegada das urnas fúnebres, familiares precisaram ser amparadas.

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