Rômulo Rodrigues
Somente uma mídia viciada em mentir e omitir os fatos reais é capaz de tornar público apenas o que é do interesse dos seus sócios do mercado financeiro e é preciso que Sites independentes noticiem que houve uma grande armação numa tentativa do governador Ibaneis Rocha do Distrito Federal e aquele senador cassado Luiz Estevão, dono do site Metrópole, para reverterem o quadro desfavorável que levou ao seu afastamento, para que a culpa dos atos terrorista de 8 de janeiro fossem jogados na conta do governo Lula e do Partido dos Trabalhadores.
São canalhas e, talvez por isso, desprovidos de inteligência em não entenderem que se fosse como estavam arquitetando os comandantes do exército que apoiaram o terror, teriam saídos dos quarteis e promovido o maior massacre do século com centenas ou até milhares de cadáveres pelo chão do território invadido.
A omissão e distorção da mídia chocam ovos de serpentes que nas eclosões fazem surgir jovens como o que com o símbolo da suástica tentou invadir uma escola no interior de São Paulo portando uma machadinha e coquetéis Molotov, mostrando claramente a expansão das células nazistas entre jovens brasileiros que, segundo estudos, já chegam a mais de 500 e o tal jornalismo investigativo que vive de olho no PT, MST, MTST e movimentos sociais que lutam por direitos e democracia o ignora solenemente.
No momento, a elite, desfalcada, escalou Aécio Neves para atacar Dilma Rousseff pelo anúncio ainda não oficial de que ela vai presidir o Banco BRICS, por indicação do presidente Lula.
Quem ainda acredita em jornal como organizador coletivo, não está totalmente errado por os jornais alinhados com o Mercado, cantarem músicas de sofrência devido às baixas tiragens nas edições; eles exercem o papel fundamental de criar manchetes para o s telejornais que incutem nas cabeças vazias que, se deu no jornal, então é verdade.
Foi esse o método eficientemente utilizado no discurso de ódio contra o PT e muitos dos seus importantes quadros políticos que fez da classe média correia de transmissão da Lava Jato para destruir a economia do Brasil, estraçalhar a Petrobras e incriminar sem provas gente honesta, para abrir caminhos para o retorno de golpistas, lesa pátrias e fascistas ao centro do poder do País.
A classe média depois de contaminada pelo discurso de ódio passou a se sentir ameaçada pelo que considera camadas inferiores, agora sente no bolso que sofreu a maior perda de renda, exatamente nos estados em que Jair teve as maiores votações, nesse período em que, por absorver o moralismo sem moral, deu tanto crédito a seus algozes que, nas pisadas para trás, aceitam sem reclamar, que o mito tenha gasto R$ 700 mil do cartão corporativo na campanha eleitoral, mais R$ 100 mil no casamento do filho Eduardo, também no cartão corporativo e que o vice-presidente e general de 4 estrelas da reserva do exército, Hamilton Mourão, tenha torrado quase R$ 80 mil por mês em hospedagens e espaços gourmet.
No caminhar dessa paralisação cerebral, fecha os olhos para as justificativas esfarrapadas de Michele Bolsonaro de que todos os gastos inerentes a uma cirurgia de implantação de silicone foram bancados pelo médico que fez o delicado procedimento.
Mesmo não sendo recomendável acreditar em tudo que se sai nas redes sociais e alguns Blogs, Sites e outras mídias, há notícias de que a justiça dos EUA identificou que houve compras de 23 imóveis em Miami e Nova Iorque por familiares de Jair Bolsonaro e isso merece uma rigorosa investigação por parte dos órgãos de imprensa que se dizem defensores da liberdade de imprensa e da livre informação.
O jornal Folha de São Paulo, que já pertenceu a uma família de jornalistas, mesmo que de direita e apoiadores da ditadura militar, agora pertence a um grupo de rentistas da Faria Lima e deixa claro que sua postura é voltada para a liberdade dos donos da imprensa, ao pregar em Editorial, que o governo Lula, passados 30 dias, não mostrou celeridade no combate ao genocídio dos Ianomâmis, quando ela próprio passou 4 anos defendendo a política de liberação para garimpos ilegais naquelas terras, onde, possivelmente, alguns dos seus acionistas sejam também sócios das mineradoras que praticaram os crimes e as barbáries.
O Estadão, que foi contra as greves legítimas dos trabalhadores no início do século 20, O Globo, que foi contra o 13º salário e a Folha de São Paulo que emprestou seus carros para os torturadores na ditadura, estarão sempre com os canhões da mentira apontado para governos nacionalistas.
Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político.


