A FOLHA DE S. PAULO E SEU ESTÍGMA GOLPISTA

Rômulo Rodrigues

Ao completar 59 dias de esforço concentrado na retomada do desenvolvimento e da estabilidade democrática, o governo Lula continua sendo alvo da imprensa golpista, notadamente da Folha de S. Paulo.
Os Canhões de Navarone do jornal assumidamente golpista estão sempre prontos a serem acionados a cada passo em direção ao Estado Democrático de Direito e o consequente equilíbrio entre os poderes da República.
No momento, o jornal que já foi de uma família de jornalistas reacionários, pertence aos da Faria Lima, distribuiu um panfleto dentro da caserna, sobre um discurso do atual comandante do exército, feito antes dele assumir o posto, que dá para suspeitar de uma tentativa de incendiar as bases militares e provocar desestabilização no equilíbrio democrático.
A essência da pregação do general que comanda o exército, Tomás Paiva, durante uma reunião com subordinados ao dizer que a eleição do presidente Lula era indesejada pela maioria dos militares e infelizmente aconteceu, não foi novidade para ninguém; as unidades militares de todo o País eram comitês eleitorais de Jair Bolsonaro.
Segundo o que instiga Folha, o discurso do general foi feito em 18 de janeiro, 10 dias após os atentados terroristas e 3 dias antes dele ser nomeado comandante do exército.
Ainda no discurso, segundo o jornal, ele afirmou que os militares haviam participado do processo eleitoral sem que fossem encontradas irregularidades e que, por isso, era preciso aceitar o resultado das urnas.
Até aí, duas constatações e um absurdo: 1) os militares fizeram campanha aberta e acintosa para o candidato derrotado; 2) as urnas sempre foram e são confiáveis e as dúvidas ficam por conta de golpistas. O absurdo é que militares não têm que se pronunciar sobre resultados eleitorais, pois não são partidos legais e só atuam na clandestinidade. Quem comanda todo o processo é o Tribunal Superior Eleitoral. Os militares têm que ficar de bico calado e, como bem disse o Ministro Edson Fachin, o poder é civil e pronto.
O que o jornal Folha de S. Paulo, assim como O Globo e Estadão, não aceitam e ficam, dia após dia, destilando ódio por causa da vitória de Lula é a comprovação de que o País está dando saltos enormes na reconquista da civilidade perdida.
A Folha defendeu e defende um marginal genocida que ocupou a presidência da República por 4 anos e deixou como marca zombar das mortes de 700 mil pessoas numa pandemia e sair com reconhecimento mundial de que praticou um genocídio.
Nunca exerceu o jornalismo investigativo a respeito do sigilo de 100 anos do seu impostor e, só agora, no governo que ela quer desestabilizar, é que se ficou sabendo que ele tomou a vacina, enquanto induzia seus seguidores a não tomarem, tendo dito que provocava contaminação por AIDS, levando milhares a óbito.
É tão facciosa a linha editorial do jornal, que praticamente ignorou que no lançamento de uma nova campanha nacional de vacina, o Presidente da República tenha oferecido o braço para ser vacinado pelo vice-presidente, que é médico.
No monturo noticioso onde vicejam as aberrações da Folha, duas boas notícias que podem ser destacadas se quiser recuperar um pouco de credibilidade: 1) o STF decidiu que militares que cometeram e venham a cometer crimes de natureza civil serão julgados pela justiça civil e não mais nas panelinhas corporativas; 2) o CNJ afastou o juiz da lava jato Marcelo Bretas, o Sergio Moro do Rio de Janeiro e enterrou de vez a organização criminosa que quase afunda o Brasil; 2) o governo Lula avança para uma real política de preços na Petrobras em substituição à implantada pelo golpe da ponte para o futuro de Michel Teme, seguida por Bolsonaro e apoiada pela grande mídia.
Como não dá para atacar todo o enorme leque de problemas de uma só vez, o governo vai equacionando e resolvendo questão por questão.
Só falta destacarem como notícia do manda quem o povo elegeu e obedece quem tem juízo, a notícia mais fresca é que a de que o comandante do exército ligou para o ministro da defesa para dizer que a frase dele sobre o presidente Lula, foi retirada do contexto. Com a palavra a Folha de S. Paulo.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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