Grupo preso vendia imóveis que não possuía e ainda fraudava procurações

Ainda segundo a delegada, é preciso ter cautela ao alugar imóveis para evitar ser vítima de crimes semelhantes.

Milton Alves Júnior

R$ 2 milhões. Esse é o valor estimulado pela Superintendência da Polícia Civil para o volume do golpe financeiro provocado por uma quadrilha suspeita de orquestrar venda falsa de imóveis e automóveis no estado de Sergipe e em outras unidades federativas, sobretudo pertencentes à região Nordeste. Denominada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), como: ‘Operação Fraude Imobiliária’, por enquanto três pessoas foram presas sob a coordenação do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri). A ação foi realizada no início desta semana em conjunto entre a Divisão de Inteligência (Dipol), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), e a Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic/AL).
Responsável por estudar, planejar e operacionalizar os trabalhos em solo sergipano, a delegada Lauana Guedes revelou na manhã de ontem que a identificação dos suspeitos ocorreu após a Polícia Civil ter recebido denúncias anônimas ao longo dos últimos meses. Pela delegada não foi oficializado o período de apuração em torno desta movimentação golpista, mas foi garantido que os setores de inteligência vêm acompanhando e apurando os indícios de criminalidade desde o momento em que a primeira denúncia foi protocolada. Conforme apresentado na edição de ontem do JORNAL DO DIA, no ato da primeira prisão em Sergipe, no interior da residência onde um dos suspeitos aplicava os golpes, os policiais encontraram documentos de supostas ‘compra e venda’ de imóveis, além de cheques e aparelhos eletrônicos.
Lauana Guedes informou ainda que em alguns casos foi possível identificar que a venda de imóveis acontecia sem consentimento dos respectivos proprietários. “Além de outros casos envolvendo negociações de casas e terrenos, onde havia apenas um pagamento de um sinal. Tentando passar a ideia de um mero descumprimento contratual ao efetuar pagamentos mínimos dos negócios, além de fraudar procurações públicas lavradas em cartórios passando-se como proprietários desses imóveis. A partir dos dados do imóvel, eles conseguiam fraudar procurações públicas. A investigação foi concluída, e estamos na fase de relatório final do procedimento para o encaminhamento à Justiça”, declarou a delegada.

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