Durante o encerramento da maior simulação de uma Assembleia Geral da ONU no Brasil e na América Latina, os estudantes também fizeram a leitura de proposições debatidas nos comitês temáticos, e cada especialista e o chefe de estado assinaram as resoluções como testemunhas.
Reconhecido pelo público como um evento que eleva o protagonismo de jovens estudantes sergipanos, o Atheneu ONU finalizou a sua quinta edição na manhã desta segunda-feira. A partir do tema central ‘O papel da ONU no combate à polarização’, os estudantes do Centro de Excelência Atheneu Sergipense e instituições de ensino convidadas encerram seus trabalhos, na simulação da Assembleia Geral das Nações Unidas, com a leitura de proposições debatidas nos comitês temáticos e com o lançamento oficial do Observa – Observatório da Notícia, um projeto pioneiro de monitoramento e análise de notícias no estado de Sergipe.
Inspirado em metodologias ativas, alunos e toda a comunidade escolar afirmam que a simulação da Assembleia Geral da ONU propicia a socialização de ideias e de experiências entre as lideranças políticas e sociais de Sergipe. “A cada ano é grande a expectativa dos estudantes pela realização do Atheneu ONU. A edição deste ano teve um gostinho especial porque recebemos alunos de diversas instituições que sempre quiseram estar conosco. É um evento democrático e transformador, que faz com que os estudantes discutam temas evidentes em diversos países e encontrem as soluções. É um verdadeiro exercício de cidadania que proporciona aos participantes a reflexão de que é preciso estudar política pública na escola”, afirma Yuri Noberto, professor de sociologia e idealizador do Atheneu ONU.
Atheneu ONU 2023 – Ocorrido nos dias 26, 27 e 29 de maio, o Atheneu ONU 2023 reuniu estudantes, professores, membros do Poder Público e autoridades para debater temas globais e nacionais. Na simulação, os estudantes ocuparam seu lugar de fala como chefes de Estado, protagonizando reivindicações mundiais e demonstrando preocupações com temas que impactam a humanidade. Na edição deste ano os estudantes representaram países como Inglaterra, Brasil, Austrália, Rússia, China, Estados Unidos, África do Sul e Egito, desempenhando funções diplomáticas, relações internacionais e políticas.
A quinta edição do Atheneu ONU aconteceu em três momentos. O primeiro ocorreu na sexta-feira, dia 26 de maio, no auditório do Tribunal de Justiça, com a presença de autoridades do Poder Judiciário, Poder Legislativo e Poder Executivo, alunos representando chefes de estado e o corpo diplomático.
No sábado, dia 27, aconteceu o segundo momento no Centro de Excelência Atheneu Sergipense, com a simulação de comitês (COP 28, Unicef, UniC, ACNUR e Metrópoles), com cerca de 30 alunos em cada sala, representando diferentes séries e escolas. Pela manhã, foi realizada a leitura do Documento de Posição Oficial (DPO) de cada país e o debate sobre o tema “O papel da ONU no combate à polarização”. Já pela tarde houve uma visita de consultores especializados em cada tema e a redação de propostas de intervenção e negociação para encontrar soluções das problemáticas apresentadas.
Nesta segunda-feira (29), no Teatro Atheneu, ocorreu a mesa de encerramento do Atheneu ONU 2023, com a mesa composta apenas por mulheres sergipanas com representatividade na política, educação, assistência social e relações internacionais. Na ocasião foi realizada a leitura de todas as proposições debatidas pelos alunos durante a simulação, e cada especialista e o chefe de estado assinaram as resoluções como testemunhas.
A estudante Ynamily Moyrá, indígena da etnia Kariri-Xocó, avalia ter sido uma grande honra representar seus colegas e os povos indígenas de todo o país ao entrar com a bandeira do Brasil no encerramento do Atheneu ONU. “Eu entendo que essa minha participação, trazendo a bandeira do Brasil para o centro do teatro, é bastante simbólica. Ela pode ser compreendida como respeito que os estudantes têm à cultura e à tradição dos povos indígenas, mas ela também serve como reflexão sobre como estamos tratando os povos indígenas do Brasil. Um exemplo emblemático da falta de respeito e de políticas públicas no Brasil é a situação de abandono em que se encontravam os yanomamis no início deste ano. Neste sentido, minha presença aqui é também uma demarcação de território para que todos lembrem: nós existimos, nós estamos aqui junto a vocês; portanto, nos respeitem”, finaliza.


