Não param de surgir provas de que Jair Bolsonaro e seus aliados planejaram um golpe de Estado que resultou no ataque à sede dos Três Poderes em 8 de janeiro. As mais recentes estão em uma matéria publicada nesta quarta-feira (7) pelo jornal O Globo.
A reportagem revela que a Polícia Federal encontrou a minuta de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e o planejamento de um golpe no celular do coronel Mauro Cid, o faz-tudo de Bolsonaro preso por fraudar cartões de vacinação para si próprio e o ex-chefe (foto).
A GLO, vale lembrar, é uma operação das Forças Armadas convocada pelo presidente em caso de perturbação da ordem pública. E como se viu após a derrota de Bolsonaro nas eleições, seus apoiadores iniciaram uma série de ações que visavam justamente criar o caos no país.
Para isso, além de acampar em frente a quartéis pedindo intervenção militar, eles bloquearam estradas, tentaram impedir a saída de caminhões de refinarias para provocar desabastecimento de combustível e derrubaram torres de energia. Nessas ações, eram comuns os apelos pela convocação da GLO.
Agora, sabe-se que um modelo de GLO estava prontinho no celular do ajudante de ordens de Bolsonaro. E mais: além dessa minuta, havia também documentos com o objetivo de dar suporte jurídico a um golpe de Estado.
As provas foram encontradas no celular do coronel Mauro Cid depois que ele foi preso na investigação sobre fraudes no cartão de vacinação. Segundo O Globo, Cid depôs na sede da PF em Brasília na terça-feira (6) justamente sobre esse novo conjunto de provas.
O depoimento foi autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que, no despacho, afirmou que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro “reuniu documentos com o objetivo de obter suporte jurídico e legal para a execução de um golpe de estado”.
Segundo o jornal, Mauro Cid ficou calado durante o depoimento.
Essas não são as primeiras evidências que vêm a público sobre um golpe tramado dentro do Palácio do Planalto no governo Bolsonaro. Também no celular de Cid foram achadas conversas em que o coronel discutia o passo a passo de um golpe com um amigo (Ailton Barros) e dois assessores (Mauro Cid e Élcio Franco) de Bolsonaro.
Assessor de Jair Bolsonaro tinha um plano de golpe guardado no celular


