Em apenas três operações, polícia sergipana mata sete investigados

Ao avistar o suspeito, uma ordem de prisão foi apresentada pelos policiais, mas foram correspondidos por disparos de arma de fogo. Foto: SSP/Divulgação
Milton Alves Júnior
 
Agentes da Polícia Militar e Civil entraram em confronto na madrugada de ontem com o homem suspeito de ter tentado executar um agente da Polícia Penal. Conforme destacado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), equipes da Delegacia Regional de Itabaiana e do Regimento de Cavalaria Mecanizada de Motopatrulhamento (Getam), conseguiram identificar o paradeiro do suspeito, e, de imediato, deram início à operação. Ao avistar o suspeito, uma ordem de prisão foi apresentada pelos policiais, mas foram correspondidos por disparos de arma de fogo. No confronto, segundo destacado pelo delegado Fábio Alan – responsável pela apuração dos fatos -, o homem foi atingido e não resistiu aos ferimentos.
Nos últimos oito dias, esta é a sétima pessoa morta em operações da polícia sergipana, em supostos confrontos – quando os suspeitos teriam reagido. Foram quatro mortos numa operação no Bairro Industrial e duas em Rosário do Catete. Esta agora foi em Itabaiana.
Sem apresentar detalhes das investigações – em virtude da continuidade dos estudos em torno deste caso -, o delegado informou que na noite da última segunda-feira, dia 31 de julho, o policial penal transitava nas imediações da rodoviária de Itabaiana, quando o homem acompanhado de uma mulher desembarcaram. Em virtude da apresentação de postura considerada pelo policial como suspeita, o casal foi monitorado até a área externa da plataforma de embarque e desembarque. Ao perceber este monitoramento, o suspeito decidiu questionar o agente da Segurança Pública sobre o porquê da desconfiança. Câmeras de segurança instaladas na região registraram o momento em que o homem saca a arma e dispara contra o policial.
No decorrer da terça-feira (1º), sucessivas diligências em busca do acusado foram realizadas, mas sem sucesso. Já nas primeiras horas de ontem foi possível identificar o esconderijo. “Os policiais foram à casa, e o investigado correu pelo telhado. Disparou contra os policiais, foi atingido, socorrido, mas foi a óbito”, declarou o delegado Fábio Alan. Apesar do óbito, diante da possibilidade de haver possíveis desdobramentos quanto à participação de terceiros na tentativa de homicídio contra um agente público, a apuração segue por tempo indeterminado. Como é de praxe, o Governo do Estado pede que denúncias anônimas contendo informações capazes de colaborar com os estudos, sejam apresentadas ao setor de inteligência da Polícia Civil.
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