Jacksons, no plural

Jackson e os nordestinos (Divulgação)
Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
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Reconhecida por realizar um amálgama perfeito de teatro e música, a Barca dos Corações Partidos retorna a Aracaju para uma nova temporada do musical Jacksons do Pandeiro – espetáculo vencedor do prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro), indicado como melhor espetáculo virtual pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes).
O espetáculo não é uma biografia, mas aborda episódios e músicas de Jackson que se relacionam com a vida dos atores em cena.
“Optamos por distribuir a ação em brincantes que contam pedaços de suas histórias pessoais, as quais em muitos pontos coincidem com a história de Jackson. Falando de Jackson, falamos desses nordestinos anônimos. Falando deles, falamos do cantor e compositor que levou a vida deles para as rádios e as TVs, em forma de cocos e baiões”, analisa o autor paraibano Braulio Tavares, que assim como seu colega de trabalho pernambucano Duda Rios, tem profunda relação com a cultura nordestina e sua poesia popular.
O universo rítmico do homenageado norteou toda a concepção do musical. A diretora Duda Maia aprofundou sua pesquisa sobre a ideia de ‘corpo-rítmico’ dos atores, ao abordar um compositor cuja obra é marcada pelo suingue, ginga e síncope, aquele tempo musical presente no samba e em outros gêneros, quando o ritmo sai do tempo esperado.
A construção da trilha sonora da montagem partiu de uma minuciosa investigação sobre o vasto repertório de Jackson do Pandeiro. O musical reúne sucessos como ‘Sebastiana’, ‘O Canto da Ema’, ‘Chiclete com Banana’, ‘Cantiga do Sapo’ e outras composições menos conhecidas, que revelam mais da alma brasileira e sincopada do artista.
Além dessas canções, o musical traz músicas novas, que transformam a obra do homenageado, ao dar novos arranjos, acrescentar letras e introduzir canções criadas no processo. “É um ‘pedir licença’ à obra dele, mas sem deixar de homenageá-lo com todo respeito, carinho e admiração”, conta Duda Rios.
Assim como nas montagens anteriores da Barca, em Jacksons do Pandeiro todos os instrumentos são tocados pelos atores em cena.
“Trazemos a forma sincopada do canto para o jogo de cena o tempo todo. Em nosso título, Jacksons aparece no plural porque são várias histórias que se cruzam e se confundem com a de Jackson”, conta Duda Maia.
O espetáculo fica em cartaz no Teatro Tobias Barreto nos dias 05, 06 e 07 de julho, com sessões às 20 horas (sexta e sábado) e 19 horas (domingo).
Ingressos a preços populares estão disponíveis no site guichêweb.com e na bilheteria do teatro das 13h às 20h.
A trupe – A Barca dos Corações Partidos nasceu em 2012, no espetáculo GonzagaÞo – A lenda. Ao longo desses anos, levou mais de 700 mil espectadores a teatros de todo o Brasil, praças públicas e ao palco digital. Ao lado da produtora artística e idealizadora Andréa Alves, atualmente com um repertório de sete espetáculos, selando cada vez mais uma digital de originalidade na dramaturgia do texto e nas músicas.
Em 2014, o espetáculo GonzagaÞo – A lenda foi convidado especial da abertura do Festival Ibero-americano de Teatro de Bogotáì (Colômbia).
Composta por cinco atores-bailarinos e multi-instrumentistas, a formação híbrida de seus integrantes daì o tom do grupo. Seus espetáculos são prestigiados por críticos como Mauro Ferreira e Zuza Homem de Mello e jaì contaram com a participação de criadores como João Falcão, Duda Maia, Luiz Carlos Vasconcellos, Bia Lessa, Chico César e Bráulio Tavares.
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