Editorial: Sergipe sem resultados positivos

Sergipe é o 8o estado do país com maior percentual em insegurança alimentar
Algo vai mal em Sergipe. A penúria local é notável. O balanço mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados deixa mais uma vez evidente.
 O Brasil fechou o mês de maio com saldo positivo de 131.811 empregos com carteira assinada. Na contramão da feliz tendência nacional, Sergipe criou apenas 723 postos de trabalho – o pior desempenho auferido entre os estados nordestinos.
A Bahia liderou o ranking de geração de empregos no nordeste, com 8785 vagas. O penúltimo lugar na região, ainda gerou um número de empregos muito maior do que Sergipe: na Paraíba, foram criados 1.776 novos postos de trabalho.
A realidade aqui estampada em números não é novidade para ninguém. No início do ano, o JD alertou: Mais da metade dos sergipanos ocupados de algum modo, apesar de todos os pesares, encontram-se em situação de trabalho precário, na informalidade. Tal dado, dos mais relevantes, contraria as alegações de recuperação da atividade econômica sempre presentes no discurso do governador Fabio Mitidieri.
Infelizmente, as festas bancadas pelo governo de Sergipe não têm respondido às maiores necessidades da população. Os sergipanos também querem, sim, diversão e arte. Mas o estado ainda lidera o ranking da fome.
Verdade seja dita: Em termos de criação de oportunidades, a necessária geração de emprego e renda, Sergipe segue na contramão da tendência nacional, de uma queda sensível no desemprego. Por aqui, não há investimento notável, não há plano traçado, orientado pela necessidade de empregar a enorme massa de trabalhadores abandonados na rua da amargura.
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