Milton Alves Júnior
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Peritos da Polícia Civil seguem apurando os fatos atrelados ao crime de feminicídio protagonizado por um subtenente da Polícia Militar do Estado de Sergipe, ocorrido no último domingo, 19, na cidade de Lagarto, região Centro Sul do estado. Conforme anunciado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), informações apresentadas por testemunhas indicam que o casal estava em processo de separação, e, na noite anterior, haviam discutido de forma intensa. Não houve barulho de disparos, mas na manhã do domingo vizinhos chamaram pelo nome do casal, mas não obtiveram nenhuma resposta.
Com a presença de familiares, a porta principal da residência foi destruída, quando os dois corpos foram vistos sem apresentar nenhum sinal vital; profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas ao chegar no local constataram que ambos tinham morrido. Peritos criminais acreditam na hipótese de feminicídio, seguido de suicídio por parte do policial militar. Os corpos foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML), periciados na sede do órgão, e liberados em seguida para início da cerimônia fúnebre. O sepultamento aconteceu no dia de ontem na própria cidade de Lagarto.
Por intermédio das redes sociais, a delegada Danielle Garcia – que responde pela Secretaria Estadual de Política para as Mulheres, lamentou o ocorrido: “atuamos de forma firme, em parceria com os órgãos de segurança, para prevenir e combater todas as formas de violência contra a mulher. Não podemos mais tolerar tragédias como essa. Seguimos trabalhando por políticas públicas que protejam e salvem vidas.” O governador Fábio Mitidieri também utilizou plataformas digitais para se manifestar sobre o caso: “temos trabalhado com políticas para a redução do feminicídio e conseguimos chegar à redução de 47%, mas ainda não é suficiente. O crime evidencia a importância de seguirmos investindo em políticas públicas preventivas que assegurem a vida das sergipanas.”


