As guerras em marcha são propositais

* Rômulo Rodrigues

 

Especialistas internacionais em economia estão dando destaque à guerra comercial entre os EUA e a China como causas para as que estão em pauta no mundo e alertando para seus efeitos. A principal foi a da Coreia que durou de 1950 a 1953 quando a China apoiou a Coreia do Norte contra forças apoiadas pelos EUA.
Já na guerra do Vietnã a China apoiou o Vietnã do Norte, novamente, contra forças apoiadas pelos EUA. Sendo as Coreias e os Vietnãs vizinhos da China, dá para entender quem foi provocar guerras nos quintais dos outros, bem longe do seu território.
O certo é que os EUA têm mais de 15 invasões e guerras propriamente ditas no seu prontuário nas últimas décadas, enquanto a China teve menos envolvimento e sempre em áreas de sua vizinhança, distantes de outros continentes.
Com o mundo vivendo uma crise de tensão bélica em três frentes com potencial de provocar desequilíbrio no mundo e ameaça à paz mundial, os EUA estão enterrados até o pescoço nos cenários onde jorram muito sangue de gente inocente, o Brasil não pode ficar neutro.
Os palcos são conhecidos; na faixa de Gaza onde Israel pratica um genocídio com características de um holocausto; na Ucrânia, que surge pela decisão do presidente Joe Biden ao obrigar o G-7 a apoiar que a OTAN iniciasse provocações para assustar a Rússia e a China, montando uma base nuclear a uma distância onde misseis disparado alcançassem Moscou em 3 minutos, numa guerra que já dura 3 anos e matou muita gente inocente; e para completar o cenário macabro, o governo de Israel resolveu abrir fogo contra o Irã, ao que parece, para ver o quanto pode assustar o mundo e provar que a tal ONU não serve para absolutamente nada.
Voltando ao ponto culminante nestas guerras é que, para os EUA é o que impulsiona a Indústria da Guerra e mantém crescente o seu poderio bélico mesmo com pequeno crescimento do PIB e do nível de emprego.
Neste ponto, na guerra comercial contra a China a diferença entre as duas potências é que os estadunidenses crescem 2% ao ano e os chineses 5% talvez porque um foca o crescimento com guerras e o outro com investimentos em tecnologia e crescimento interno.
É muito importante levar em consideração os analistas e professores estadunidenses Jeffrey Sachs e Sybil Fares em artigo publicado no Common Dreams nessa segunda feira 16 de junho de 2025; “parem o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu antes que ele nos mate a todos.”
Eles denunciam que os ataques contra o Irã foram deflagrados em 12 de junho poucos dias antes da realização da 6ª rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre a retomada do acordo nuclear, com deliberada intenção de prejudicar os esforços diplomáticos, dentro de um planejamento estratégico de dominar o Oriente Médio, obediente à ideologia do Likud, partido que historicamente defende o controle total sobre a região entre o mar e o Rio Jordão, com total apoio dos EUA.
No meio de toda loucura bélica, veio a denúncia de que uma vereadora fiel a Bolsonaro enviou mensagem a Netanyahu pedindo que elimine o vice-presidente Geraldo Alckmin identificando-o em meio a um grupo que defendia palestinos. Parece brincadeira, mas não é!
Notícias recentes dão conta de que Netanyahu e apoiadores foram vaiados no aeroporto quando fugiam dos bombardeios iranianos para outro país, deixando seus compatriotas à mercê da própria sorte numa guerra que ele provocou!
Notícias da manhã dessa terça-feira dia 17 são de que Israel perdeu a capital para as forças iranianas e mesmo assim o grande incentivador do belicismo, Donald Trump, insiste na guerra comercial contra a China, cujo presidente Xi Jinping segue com tranquilidade se fortalecendo e fortalecendo seu país, os BRICS e o Sul Global.
Enquanto o presidente Lula se agiganta na luta pela paz mundial um grupo da extrema direita, do qual fazem parte prefeitos que o vaiaram na recente reunião com prefeitos em Brasília, clamam por socorro.
É imperioso que os democratas brasileiros olhem para dentro do país e veja que o senador Flavio Bolsonaro acaba de dar entrevista pregando, de novo, Golpe de Estado, e assumam as frentes de lutas pela democracia e o estado de direito.
No momento a correlação de forças internas mostra o governo e progressistas fortes no protagonismo do presidente Lula enquanto Estadista e a firmeza do Supremo Tribunal Federal como garantidor de que há leis iguais para todos, garantidas na Constituição Cidadã.

 

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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