Sede imensa

É triste, mas para muitos brasileiros, a escola é só um mais espaço de exclusão e de precariedade

 

Em Sergipe, ainda há escolas sem o mínimo de estrutura, onde qualquer possibilidade de aprendizagem é negada pela realidade palpável. Escolas sem água nas torneiras.

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) concluíram as fiscalizações presenciais realizadas em 39 escolas públicas sergipanas no âmbito do projeto nacional ‘Sede de Aprender’.

O trabalho conjunto revelou situações críticas em diversas unidades, especialmente nas zonas rurais. Falta de água potável, ausência de esgotamento sanitário e banheiros, fossas irregulares e reservatórios inadequados foram alguns dos problemas mais recorrentes.

Em Santa Luzia do Itanhy, por exemplo, as fiscalizações apontaram que, em várias escolas da zona rural, a água disponível não passa por tratamento e o esgoto é despejado diretamente nas sarjetas. Cenário semelhante foi encontrado em unidades dos municípios de Boquim, Estância, Nossa Senhora do Socorro, Poço Redondo, Monte Alegre, Japaratuba, Arauá, Itaporanga d’Ajuda, Nossa Senhora das Dores, Santana do São Francisco, Barra dos Coqueiros e Riachão do Dantas.

A fábula de uma pátria educadora, disposta a oferecer um futuro digno a suas crianças, com ambição de protagonismo no cenário mundial, é negada todos os dias nos cafundós do Brasil. É triste, mas para muitos brasileiros, a escola é só um mais espaço de exclusão e de precariedade.

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