Grito dos Excluídos e Excluídas será neste domingo

Edição do grito dos excluídos, 2019.

Milton Alves Júnior

De volta à Avenida Barão de Maruim, movimentos sociais, trabalhistas e religiosos realizam neste domingo, 07 de setembro, a 31ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas do Estado de Sergipe. Com o tema: ‘Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia’, os grupos sociais, estudantis e trabalhistas defendem moradia digna para todos, reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário, fim da escala 6×1, taxação das grandes fortunas, políticas para a população em situação de rua, contra o Arcabouço Fiscal, contra a Reforma Administrativa e pela revogação das Reformas Trabalhista e da Previdência. Coordenado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mobilização deve reunir novamente representantes de todos os 75 municípios sergipanos.
Paralelo a estas pautas destacadas pelos manifestantes, desde o último mês de agosto os organizadores do Grito dos Excluídos destacam que todos os movimentos sociais convocaram suas bases – e o povo brasileiro em geral para ir às ruas no dia da Independência -, com a finalidade de defender a soberania nacional e dizer não à ao sistema tarifário imposto pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump contra parte dos produtos fabricados no Brasil. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez um levantamento de que se nenhuma medida fosse implementada pelo governo brasileiro, em um ano mais de 700 mil trabalhadores e trabalhadoras de diversos setores poderiam perder o emprego e as sanções impactariam negativamente o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,35%.
“Nosso movimento é de fortalecimento das nossas bases, das nossas lutas e da soberania do país, contra mesmo os autodeclarados patriotas, mas que agem dentro e fora do Brasil contra o progresso da nossa nação, e contra a melhoria de vida das pessoas. O Grito dos Excluídos 2025 vai mostrar a força soberana do brasileiro que não se rende a interesses pessoais e familiares, como, também, jamais será condizente com a destruição da nossa história e da nossa democracia com o presidente dos Estados Unidos. Esperamos que a população sergipana, os grupos estudantis e as comunidades religiosas se somem à luta geral dos trabalhadores”, destacou Carol Souza, vice-presidente da CUT Sergipe.
Até a tarde de ontem o ato já havia confirmado preparação para estes atos em pelo menos 36 cidades em 23 estados e no Distrito Federal. Os atos do 7 de setembro do Povo terão caráter político, mas também serão espaços de cultura, diálogo e participação popular. Além das falas das lideranças e da coleta de votos do Plebiscito Popular, estão previstas atividades culturais e momentos de convivência com a população em praças e ruas das cidades. A organização sugere que trabalhadores e trabalhadoras usem verde e amarelo, em um resgate das cores nacionais como símbolos do povo brasileiro. A caminhada neste 7 de setembro vai sair da Praça da Catedral Metropolitana, em Aracaju. A concentração está marcada para as 9hs da manhã, onde vai acontecer o Ato Inter-religioso do 31° Grito dos Excluídos e das Excluídas.

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