A Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc), confirmou no final da tarde de ontem que a médica Daniele Barreto foi encontrada sem vida no Presídio Feminino (Prefem), minutos após reinserida no sistema por determinação do Poder Judiciário. Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA ao longo dos últimos meses, ela esteve envolvida na morte do marido, o advogado José Lael. Inicialmente a médica foi presa no dia 12 de novembro do ano passado, com outras seis pessoas suspeitas de envolvimento na morte e transferida para o Presídio Feminino em Nossa Senhora do Socorro no dia 10 de janeiro de 2025.
A informação da morte também foi apresentada pelo advogado de defesa, Fábio Trindade. O retorno ao sistema carcerário ocorreu em cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no último dia 29 de agosto, revogou a prisão domiciliar que havia sido concedida em maio pelo ministro Gilmar Mendes. À época, a defesa apresentou provas que apontavam um histórico de violência doméstica, o que motivou a concessão da medida. Ainda no decorrer da audiência de custódia, havia ficado definido que ela teria acompanhamento médico no presídio, após a defesa alegar que a médica possuía Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
Por intermédio de nota pública a Sejuc foi destacado que no momento da morte a custodiada estava sozinha na cela. “Lamentamos profundamente o fato e manifesta solidariedade aos familiares da interna. O episódio ocorreu por volta das 16h20, quando o advogado da custodiada se apresentou na unidade prisional para atendê-la. Ao se dirigir à cela, a equipe constatou que a interna estava desacordada, com um lençol enrolado na região do pescoço. De imediato, a equipe de saúde da unidade realizou os primeiros atendimentos e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que compareceu ao local e confirmou o óbito”, comunicou.
Pela administração estadual foi destacado também que o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) foram acionados para a remoção do corpo e realização de perícia no local. Diante da ocorrência, a direção do Presídio Feminino instaurou procedimento administrativo para apurar o caso. Paralelamente, a Polícia Civil ficará responsável pela investigação. José Lael foi assassinado a tiros no dia 18 de outubro de 2024, na Avenida Jorge Amado, Bairro Jardins, Zona Sul de Aracaju, quando dois homens desceram de uma motocicleta e dispararam contra o carro em que estava junto com o filho. Ambos foram baleados e socorridos, mas o advogado não resistiu. Imagens de câmeras de segurança pertencentes à estabelecimentos comerciais e imóveis residenciais registraram a ação criminosa. (MAJ)
Médica acusada pelo assassinato do marido é encontrada morta em presídio

