Milton Alves Júnior
Uma operação da Polícia Civil resultou na morte de um homem suspeito de integrar um grupo criminoso especializado em furtos, fraudes e receptação. Contando com o apoio 7º Batalhão da Polícia Militar, a ação foi realizada na região Agreste, sobretudo nas cidades de Itabaiana e Campo do Brito. Ao todo foram executados seis mandados de busca e apreensão nestes municípios. Responsável por coordenar as investigações, o delegado Matheus Cardillo destacou que o suspeito tentou fugir ao perceber a chegada das equipes. Armado, ele invadiu uma residência vizinha e disparou contra os policiais, que revidaram.
Em comunicado oficial emitido pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), foi revelado que, ao apurar a folha criminal do acusado atingido pelos disparos, foi constatado que ele respondia ainda pelos crimes de contrabando, porte ilegal de arma, lavagem de dinheiro, além de falsas comunicações de crime e fraudes contra seguradoras. O prejuízo estimado chega a R$ 484 mil. Nos levantamentos realizados também foram encontrados indícios de crimes como porte ilegal de arma, contrabando e lavagem de dinheiro. Por tempo ainda indeterminado, as investigações continuam com análise do material apreendido.
Este trabalho conta ainda com o compartilhamento das informações com outros órgãos de persecução penal, a fim de identificar eventuais ramificações do esquema criminoso. “Segundo apurado, o grupo agia de maneira repetida desde 2019 e teria causado um prejuízo estimado de cerca de meio milhão de reais. Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o líder do grupo recrutava pessoas para registrar boletins de ocorrência de crimes inexistentes e acionar seguradoras, recebendo ilegalmente as compensações financeiras. Também foi verificada a transferência de veículos entre familiares e conhecidos com o intuito de encobrir as fraudes”, destacou a SSP.
Entre os casos apurados está o registro de furto envolvendo um carro, em dezembro do ano passado, enquanto o proprietário jantava em um restaurante de Itabaiana. Pelo delegado Matheus Cardillo foi afirmado que: “as diligências revelaram que o automóvel havia pertencido anteriormente ao pai do principal investigado, e a chave reserva possivelmente não foi repassada nas transações de compra e venda subsequentes, circunstância que pode ter facilitado a subtração. Em seguida, o veículo circulou pelas cidades de Frei Paulo, Simão Dias e Lagarto, sendo acompanhado por outro automóvel vinculado ao investigado.”


