Milton Alves Júnior
Uma associação criminosa especializada em aplicar o golpe da central bancária foi desarticulada no início da manhã de ontem em Sergipe. Estudos desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) indica que as ações criminosas atingidas dez vítimas, sendo pessoas com residência em Sergipe e em outros dez estados – incluindo o Distrito Federal. Todo o trabalho foi coordenado pela Superintendência da Polícia Civil, por intermédio de profissionais lotados na Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri). O grupo possuía uma estrutura semelhante a um call center, com divisão de funções entre os integrantes – desde a abordagem das vítimas até a execução das transações fraudulentas.
Estima-se que foram subtraídos das vítimas um volume geral de R$1,3 milhões. Em decorrência dos recorrentes casos de golpes com estas características, o diretor do Depatri, delegado André Baronto, tem orientado às pessoas para que multipliquem as cautelas a fim de evitar que outros criminosos não obtenham êxito nas ações. “Eles convenciam as vítimas de que estavam diante de uma tentativa de fraude e as induziam a fornecer dados pessoais e bancários, permitindo o acesso indevido às contas. Nenhum banco solicita que o cliente forneça senhas ou realize transferências para evitar uma suposta fraude. A orientação é nunca repassar dados pessoais por telefone e, em caso de dúvida, procurar o banco pelos canais oficiais de atendimento”, disse.
No momento da abordagem não houve tentativa de fuga e/ou reação violenta por parte dos suspeitos. Mesmo com os principais investigados presos, o governo do estado não descarta a possibilidade de novos desdobramentos desta operação, e, por este motivo, pede que denúncias anônimas contendo informações capazes de colaborar com os estudos sejam apresentadas ao setor de inteligência da Polícia Civil. O compartilhamento destes dados deve ser feito a qualquer hora do dia por meio do Disque-Denúncia (181). O sigilo é garantido. Profissionais do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP 190) também permanecem à disposição para encaminhar as informações para o setor responsável.


