Segundo o Sindimed, casos de assédio, demissões arbitrárias e substituições de profissionais motivadas por interesses políticos se tornaram prática corrente sob Mitidieri
A paralisação anunciada pela turma do jaleco, próximo dia 24, quando cerca de 700 médicos a serviço do Governo de Sergipe prometem cruzar os braços, reitera uma impressão generalizada, segundo a qual o governador Fabio Mitidieri trata o funcionalismo a pontapés.
Mitidieri virou notícia em veículos de comunicação nacional em razão de polpudo salário. Trata-se, justamente, do governador com o maior salário do Brasil. Os demais servidores do estado, no entanto, não são agraciados com vencimentos correspondentes. Mais das vezes, como as queixas do magistério estadual e agora dos profissionais médicos tornam evidente, nem mesmo o devido é honrado pelo governo, conforme a letra da Lei.
Assim, mais de 700 médicos credenciados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) decidiram realizar uma paralisação. A decisão foi tomada em assembleia virtual promovida pelo Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) e reflete o acúmulo de insatisfações da categoria, que afirma estar há três meses sem receber salários.
Segundo o Sindimed, casos de assédio, demissões arbitrárias e substituições de profissionais motivadas por interesses políticos se tornaram prática corrente sob Mitidieri. Se os médicos, profissionais merecedores de grande prestígio, reclamam do tratamento dispensado pela gestão, é razoável supor que a chamada arraia miúda come o pão que o diabo amassou.

