Em 2025, Sergipe consolidou passos decisivos para estruturar o Plano Estadual de Transição Energética e fortalecer a infraestrutura necessária para receber novos investimentos. O processo envolve metodologia participativa, com enfoque em governança e multidisciplinaridade, incluindo participação dos setores produtivos.
O ano marcou o encerramento da consulta pública do Plano, elaborado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) em parceria com a FGV Energia. Também em 2025 foi assinada parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) para construção de um novo estudo sobre logística e infraestrutura portuária, voltado principalmente ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB).
A etapa atual da agenda envolve a incorporação das contribuições da consulta pública, a consolidação dos produtos técnicos desenvolvidos pela FGV e a finalização do documento que definirá diretrizes, metas e prioridades para o setor energético sergipano. O segmento de gás natural é um dos destaques do trabalho, que prioriza fontes renováveis, tecnologias limpas e mecanismos de eficiência energética.
O Plano Estadual de Transição Energética dá continuidade a uma parceria entre Sedetec e FGV, que produziu o estudo “Análise do Impacto Econômico dos Investimentos em Óleo e Gás no Estado de Sergipe”, publicado em março de 2024. O trabalho serviu como base para parte dos diagnósticos e projeções utilizados na atual construção da agenda energética.
Infraestrutura portuária – Também em 2025, a Sedetec assinou contrato com a FGV Energia para a realização de um estudo específico sobre a infraestrutura portuária e logística de Sergipe. O trabalho avaliará o potencial de ampliação do TMIB, fluxos de cargas, gargalos atuais e futuras demandas, principalmente ligadas ao setor energético.
Segundo o pesquisador João Victor Marques, a primeira etapa é fazer um diagnóstico do TMIB. “Esse diagnóstico contempla o mapeamento dos fluxos de carga e as condições de acesso logístico. Em seguida, vamos analisar as potencialidades e demandas para ampliar as atividades atualmente realizadas pelo porto, seguido por estudos de viabilidade”.
Além disso, a administradora do terminal, VLI, anunciou a ampliação do calado operacional para 9,80 metros – medida que já permite ao porto receber embarcações de maior porte, ampliando a margem operacional para futuras movimentações.


