PF realiza segunda fase da Operação Citrus

Milton Alves Júnior

Focados em aprofundar as investigações sobre a utilização de documentos falsos em processo administrativo em trâmite no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em Sergipe, agentes da Polícia Federal deflagraram no início da manhã de ontem a segunda fase da Operação Citrus. As investigações indicam que um servidor público estaria administrando um esquema de aquisição clandestina de mudas de laranja, em desacordo com a legislação vigente. Conforme revelado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Barra dos Coqueiros/SE e de Boquim/SE, além de dois mandados de busca pessoal, todos expedidos pela Justiça Federal.
“A investigação é desdobramento da primeira fase da Operação Citrus, quando a Polícia Federal apurou o uso de documentação falsa para “esquentar” a aquisição de mudas de laranja, apurada em processo administrativo que tramita no Ministério da Agricultura. Com o avanço das apurações, surgiram indícios da prática dos crimes de advocacia administrativa, de falsificação de documentação pública e de corrupção, que passaram a integrar o objeto da investigação”, informou. Sobre os mandados expedidos, eles buscam ampliar a coleta de provas e esclarecer a participação dos investigados, bem como identificar eventuais outros envolvidos.
Em novembro do ano passado o JORNAL DO DIA destacou que técnicos do MAPA verificaram a existência e o plantio de mudas irregulares, que representam risco à citricultura nacional. Peritos atestaram que o uso e a comercialização de mudas cítricas clandestinas podem favorecer a disseminação do “greening”, considerada a doença mais destrutiva dos citros no mundo e uma das maiores ameaças à produção brasileira. Os investigados poderão responder pelos crimes de uso de documento falso e crime ambiental. A PF reforçou que o combate à falsificação e ao comércio irregular de mudas visa proteger a produção da citricultura e a segurança fitossanitária do país.
Diante da continuidade das investigações, a Polícia Federal orienta as pessoas a apresentarem denúncias caso possuam informações capazes de colaborar com os estudos. De forma sigilosa, estes conteúdos podem ser protocolados junto ao Disque Denúncias (181).

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