Organização criminosa é investigada por roubos de cargas em Sergipe

(Divulgação/SSP)
Milton Alves Júnior
Denominada ‘Operação Extramuros’, profissionais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), cumpriram no decorrer do dia de ontem um total de 28 mandados de busca e apreensão em presídios de cinco cidades de Sergipe. Pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), foi revelado que o setor de inteligência da Polícia Civil investiga um grupo suspeito de envolvimento com roubo de cargas, receptação e tráfico de drogas no estado. As buscas ocorrem em unidades prisionais de Aracaju, Areia Branca, Estância, São Cristóvão e Tobias Barreto, além de endereços no município de Umbaúba.
Os estudos indicam que a organização era coordenada por dois irmãos que estão presos no Presídio Regional de Tobias Barreto. Mesmo no sistema prisional, eles mantinham contato com integrantes em liberdade para orientar a prática das infrações. A apuração indica ainda que o grupo recebia cargas roubadas e entorpecentes com o apoio de colaboradores, incluindo caminhoneiros. As mercadorias eram vendidas na região, e as drogas eram distribuídas em pontos do estado. Responsável por coordenar a ação, o delegado Hilton Duarte revelou que uma pessoa foi atingida por disparos de arma de fogo.
A medida efetuada por agentes da Segurança Pública ocorreu após uma pessoa desrespeitar ordens policiais e reagir com violência; o suspeito foi atingido, socorrido com brevidade e encaminhado a uma unidade hospitalar da região. “A Operação Extramuros integra a Operação Redecarga, ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública junto com a Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Cargas. O trabalho conta com o apoio da Polícia Penal, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF)”, informou a SSP.
Devido a possibilidade de haver outros integrantes nesta organização criminosa, o governo de Sergipe pede que informações capazes de colaborar com os estudos sejam protocolados junto ao Disque Denúncias (181). O sigilo é garantido.
Profissionais do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP 190) também permanecem à disposição para encaminhar as informações para o setor responsável. Em decorrência da continuidade das investigações por tempo indeterminado, o nome, a idade e o logradouro dos investigados não foram revelados pelo poder público.
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