Milton Alves Júnior
Agentes da Polícia Civil prenderam nessa quinta-feira (17), um casal apontado como responsável por praticar crimes de abusos sexuais contra mulheres no município de Graccho Cardoso. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), a qual revelou ainda que o processo de investigação teve início após uma jovem de 20 anos procurar a unidade policial e relatar ter sido vítima do casal. A partir do registro do caso, foi instaurado inquérito policial e realizadas diligências, incluindo cumprimento de mandados de busca e apreensão e perícias em dispositivos eletrônicos.
Responsável por conduzir as apurações, o delegado Felipe Tocori atestou que os elementos reunidos durante a investigação mostram que o casal convidava mulheres para a residência sob o pretexto de consumir bebidas alcoólicas. Consta nos autos que neste caso apurado, a investigação identificou indícios de que uma substância teria sido adicionada à bebida da vítima sem seu conhecimento, com o objetivo de reduzir sua capacidade de resistência para a prática de atos sexuais sem consentimento. Sobre o destino do casal preso, foi informado que o homem teve a prisão preventiva decretada, enquanto a mulher, que possui filhos menores, foi submetida à prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, conforme determinação judicial.
Diante do amplo quantitativo de casos envolvendo abuso sexual e/ou estupro contra pessoas pertencentes aos grupos vulneráveis, o JORNAL DO DIA tem acompanhado parte deste trabalho investigativo realizado em conjunto pelos setores de inteligência das polícias Civil e Federal. O código penal brasileiro prevê pena de reclusão de 8 a 15 anos para o estupro de vulnerável. Na prática, isso significa que: ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de idade ou com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.
O Governo do Estado também orienta a população para protocolar denúncias anônimas contendo informações capazes de combater o armazenamento e/ou compartilhamento de arquivos alusivos a abuso sexual infantil na internet. O compartilhamento destes dados deve ser feito a qualquer hora do dia por meio do Disque Denúncia (181). O sigilo é garantido. Profissionais do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP 190) também permanecem à disposição para encaminhar as informações para o setor responsável por este monitoramento.


