O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reuniu na noite de terça-feira (13), em Brasília aliados de diversos partidos políticos para discutir estratégias para a reta final da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
Os presidentes do PSB, João Campos; PDT, Carlos Lupi; PSOL, Paula Coradi; REDE, Paulo Lamac; e PCdoB, Nádia Campeão atenderam ao chamado do presidente do PT. Importantes lideranças petistas, como Benedita da Silva, Pedro Uczai, Teresa Leitão, Laércio Ribeiro e Mônica Valente, estavam presentes.
Também participaram da reunião, num movimento de ampliação da rede de apoio à reeleição do presidente Lula, nomes como Isnaldo Bulhões Jr., Renan Filho, Helder Barbalho e Veneziano Vital do Rêgo, do MDB; Jandira Feghali, do PCdoB; André Fufuca, do PP; Otoni de Paula e Alexandre Silveira, do PSD; Juscelino Filho, do PSDB; André Janones, da Rede; e Silvio Costa Filho, do Republicanos trouxeram contribuições e acrescentaram sugestões à estratégia da campanha.
Edinho abriu a reunião enaltecendo a aliança construída com importantes lideranças e a ampla representação de todas as regiões do país.
“Nós temos nesta mesa lideranças do Brasil inteiro com condições de fazer política real para a sociedade. As organizações partidárias são importantes, mas a vida real é o que as lideranças dos partidos constroem”, afirmou.
O presidente do PT, que também é o coordenador da campanha de Lula, celebrou a “mobilização constante” produzida em todo o Brasil em apoio ao presidente desde a semana passada. Ele analisa que as movimentações nas ruas estão impactando a sociedade e vão repercutir nas urnas, principalmente em relação aos eleitores indecisos.
Em clima de otimismo com a virada do presidente Lula, Edinho destacou ainda a importância de conquistar os votos dos cerca de 9 milhões de eleitores que optaram por candidatos que não eram Lula nem Flávio Bolsonaro no primeiro turno, mas ressaltou que a prioridade deve ser mobilizar os 30 milhões de eleitores que não compareceram às urnas.
“Esse é o mais fácil de a gente buscar, mobilizar e trazer pra nós”, declarou.
Para o dirigente partidário, a disputa do segundo turno se dará muito fortemente “nos territórios”, com uma mobilização focada nos lugares que tiveram forte abstenção no primeiro turno.
“Todo mundo aqui conhece seus estados e já deve ter observado onde essa abstenção foi maior ou menor e comparado ela com 2022. Então, todo mundo aqui certamente tem esse mapa e nós também temos do Brasil inteiro”, disse.
Ao final do encontro, Edinho disse a jornalistas que o objetivo das próximas semanas é intensificar a regionalização da campanha, escutando as lideranças locais. “Estamos olhando as regiões que nós já ganhamos, as que nós podemos crescer e também as do Sudeste, que é o maior colégio eleitoral do Brasil, explicou.

