EDITORIAL: Violência política

Além da violência física, alguns patrões estão demitindo funcionários pelo voto em Lula, aprofundando ainda mais a divisão do Brasil

O aumento da violência política observado em todo o país, em especial desde o segundo turno das eleições, mobiliza o Governo Lula e o Partido dos Trabalhadores a adotarem ações preventivas, de proteção às vítimas e de cobrança das autoridades por apurações dos casos. O Ministério da Justiça está preparando um mapeamento atualizado de ocorrências. Entre os dias 24 e 28, foram contabilizados 45 crimes dessa natureza, com 47 vítimas e dez mortes, três delas de pessoas indígenas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) solicitou informações às corregedorias das polícias estaduais e do Distrito Federal sobre ocorrências de violência política que envolvem agentes das corporações.
As ocorrências envolvem diferentes formas de violência, ameaça e intimidação. Parte dos crimes pode se enquadrar na legislação eleitoral, enquanto os casos de violência política contra a mulher, previstos no artigo 326-B do Código Eleitoral, são de competência federal. A violência política em geral está tipificada no artigo 359-P do Código Penal.
As ações anunciadas pelo Governo Federal incluem investigações conduzidas pela Polícia Federal e atuação da Procuradoria-Geral da República junto aos Ministérios Públicos estaduais para orientar a condução dos casos relacionados à violência política.
Além da violência física, alguns patrões estão demitindo funcionários pelo voto em Lula, aprofundando ainda mais a divisão do Brasil.
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