EDITORIAL
Fábio Mitidieri pode colocar as barbas da metáfora de molho. A depender do magistério estadual, não será fácil a sua vida à frente do Governo de Sergipe.
Ontem, a desembargadora Elvira Maria de Almeida Silva do Tribunal de Justiça de Sergipe decidiu barrar a paralisação dos professores estaduais, programada até sexta. O sindicato da categoria, contudo, demonstra notável disposição para a guerra.
A ação foi ajuizada pelo governo do estado e a decisão foi publicada última segunda-feira. No documento, a desembargadora diz que “a conduta perpetrada pelo Sindicato se revela neste primeiro momento desproporcional, pelo fato de que efetivamente negociações e tratativas de mesma similaridade demandam tempo para abrir caminho para a discussão das propostas salariais”.
O Sintese é um dos sindicatos mais aguerridos com atuação em Sergipe. É também uma das entidades classistas de maior influência política, com os meios necessários para fazer valer os direitos de milhares de filiados. Isso não o autoriza, entretanto, a adotar uma postura intransigente, de imposição ditatorial de justas reivindicações.
Ao governador de Sergipe cabe a responsabilidade de valorizar o professor em sala de aula com salários justos e as melhores condições de trabalho, não resta dúvida. Antes da radicalização, no entanto, convém apelar para o diálogo franco. Não é a primeira vez que o Sintese parte para uma queda de braço com a administração estadual.


