João Daniel
É impossível ver as cenas dos indígenas Yanomâmis em Roraima e não se sentir indignado com a situação de desrespeito e abandono a que foram submetidas criaturas humanas, com a desnutrição e as doenças dela derivadas, fruto do descaso governamental e da adoção de uma política perversa e genocida promovida pelo governo fascista e inumano que dirigiu o Brasil nos últimos quatro anos. Já em maio de 2020, o governo enviou cartas para as entidades internacionais dando garantias de que os integrantes do povo yanomâmi estavam sendo atendidos e que programas específicos sobre a saúde do grupo tinham sido implementado. E essa é a situação que se vê.
Ao ser informado da gravidade da situação o Presidente Lula decidiu ir, ele mesmo, no dia 21 de janeiro, ao Estado de Roraima, levando uma comitiva de oito ministros, para adoçãode medidas necessárias para a situação de emergência. Ainda na sexta-feira (20), o governo publicou portaria no Diário Oficial da União (DOU), instituindo o Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento à Desassistência Sanitária das Populações em Território Yanomâmi.
Importante registrar a mudança clara do tratamento dado pelo nosso Governo com relação às populações indígenas, criando um Ministério específico dos Povos Originários,tendo encaminhado decreto de calamidade pública pela grave situação na região, devendoo Ministério da Saúde declarar crise sanitária e humanitária na região, inclusive com a contratação de profissionais de saúde e instalação de hospitais de campanha, para atendimento dos casos, no próprio local aonde vive aquela população.
Na condição de Presidente da Cindra quero deixar nosso reconhecimento a essa mudança de tratamento para a Região Amazônica, vista, pelo governo passado, apenas como área de exploração dos recursos naturais.
Em meio a essa tragédia humana, que vem sendo provocada pelo garimpo ilegal, negligenciado pelo governo passado, os Yanomami vivem na Terra Indígena mais visada por requerimentos minerários registrados pela Agência Nacional da Mineração (ANM), que corresponde à 37 mil km², o que equivale a 40% de todo o território
Para Lula e para a nova Ministra da Saúde, “o povo Yanomami não mais será desamparado pelo Estado brasileiro”, inclusive com a declaração da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) em terras Yanomami.
Essa é a mudança de posição de um Governo que se elegeu para reconstruir e transformar o Brasil, iluminando áreas esquecidas, reforçando que o seu papel é o de superar as desigualdades sociais e, mais uma vez acabar com a fome no Brasil.
João Daniel, Deputado Federal (PT/SE)


