A SUCESSÃO SAINDO DO AQUECIMENTO E JÁ EM RITMO DE TREINO

Rômulo Rodrigues

Claro que estamos falando da sucessão do prefeito Edvaldo Nogueira, pois se não for, muita gente que se alimenta do cardápio passa fome, ou vai para a fila do osso, ou ainda, comer restos de comida.
Eis um ponto onde a opinião publicada volta e meia é imposta como sendo a opinião pública.
Os palpiteiros de plantão, pagos para dizerem ou escreverem qualquer coisa, usam do velho bordão de que, no Brasil, o ano só começa depois do carnaval. Não estão totalmente errados, já que se referem ao ano deles.
Como a corrida dos dias já passou no de São José e está quase chegando à semana santa, plantações de roçados foram feitas e em algumas lavouras já começam a brotar candidatos e candidatas para substituir Edvaldo Nogueira na Prefeitura Municipal de Aracaju.
Como o uso do cachimbo deixa a boca torta os palpiteiros prosseguem nos seus manjados escritos de negar a essência da política, que são os partidos políticos, batendo nas teclas da especulação de nomes.
Faltando um ano para as definições dos novos plantios, alguns sacos contendo sementes bentas já estão ofertados.
No gênero masculino, mais para híbridas do que fecundáveis, brilham à luz do dia o vice-governador Zezinho Sobral com a benção do governador Fábio Mitidieri, o secretário de obras do estado Luiz Roberto com a benção do prefeito Edivaldo Nogueira, o vereador Fabiano Oliveira com a benção dele mesmo e sem o cheiro do Axé e o ex-quase vice-governador Sergio Gama que dizem alguns orixás esperar a benção do senador Rogério Carvalho e, quase por último, o desgarrado Rodrigo Valadares, que quer chegar ao palácio municipal guiando um trem descarrilhado.
No gênero feminino onde, segundo as melhores cartomantes, estarão sendo depositados os desejos e esperanças do vanguardista eleitorado aracajuano são os jarros de flores que vão perfumar o pleito de 2024.
E, não precisa cavar com muita profundidade o fértil solo do território da senhora de 168, para decifrar que no extrair da raiz quadrada de 169, o segredo da eleição poderá ser revelado.
Poderá se a dona do segredo quiser, vez que a mesma é cheia de charme e poderá achar que será uma honra para o povo de Aracaju elegê-la prefeita, sem que precise ir às ruas pedir com humildade os votos necessários para tal sacrifício.
Mesmo que o mais convincente dos arguidores tente provar por A+B que o ano de 2024 será o escolhido pelas mulheres para que a bela senhora de 169 anos possa reafirmar sua identidade de cidade vanguarda do pensamento político, que vigora desde 1945, a primeira resposta será: não sei, vou pensar; primeiro temos que unir o partido…
Nesse caso, só tem um argumento final: a fila anda e tem gente capaz de entender que Aracaju espera que uma delas vá pela linha de afirmação de João Guimarães Rosa; O que a vida espera da gente, é coragem!
Uma questão bem relevante é que não tem só uma estrela à disposição da bem cuidada e atraente senhora, existe outra que muita gente, pela sua imensa grandeza, rainha de todo sistema, pensa ser um planeta e que se chama Sol.
Mesmo que os que se acham ungidos como os donos das narrativas e estejam a vociferar que o coração de Aracaju só está disponível para ser ocupado por um homem, vai a ressalva mais que pertinente: ele está com saudade de ser novamente, pertencente a um partido político, com suas contradições e arrebatamentos que é por aí que viceja o amor.
E digo mais, a revolução possível que está em andamento no País, já aponta para um protagonismo irreversível delas – é só olhar para o ministério do governo Lula – que têm seus caminhos facilitados pelas conjunções das federações partidárias e a capital dos sergipanos oferece as duas únicas possíveis; a federação da estrela vermelha que já governou pelo gênero masculino e a estrela que ilumina o mundo e que dá em todas as mulheres, aquele bronzeado que só no Brasil, que só em Sergipe, que só em Aracaju, poderá abrir um novo ciclo de governança para a seguinte e inquestionável realidade; se é vero dizer que metade, ou mais um pouquinho, da população de Aracaju é composta por mulheres; podemos dizer com certeza que; a outra parte é de filhos e filhas delas. Besta de quem jogar fora a oportunidade única que se descortina.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político.

Compartilhe esta notícia